Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
Maio 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
12
13
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
subscrever feeds
arquivos
16
Mai
12

Esta receita adaptada de uma da autoria do Chef José Avillez, é uma verdadeira delícia e, apesar de parte dela ser feita no forno, é um prato muito apropriado para estes dias quentes. Espero que gostei pois, cá em casa, foi muito apreciada e elogiada.

 

O que preparar:

 

Para o atum:

 

  1. Um lombo de atum fresco com cerca de 600g;
  2. Sementes de sésamo qb;
  3. Azeite e sal a gosto.

 

Para a terrina de beringela:

 

  1. 200g de beringelas ou courgetes;
  2. 2 ovos;
  3. 100ml de natas;
  4. 150g de parmesão ralado;
  5. 200g de pão ralado especial ( pão ralado com casca de limão, alho, salsa e quijo parmesão e temperado com sal e pimenta);
  6. 50g de miolo de noz grosseiramente picada;
  7. Manteiga e pão ralado a gosto.

 

Para a redução de balsâmico:

 

  1. 250ml de vinagre balsâmico.

 

 

 

Como preparar:

 

Limpar o lombo de atum, retirando as partes mais escuras se as houver. Cortar em paralelepípedos com 2,5 cm de largura por 2cm de altura, sensivelmente. Temperar com sal. Passar pelas sementes de sésamo e fritá-los num fio de azeite bem quente marcando os 4 lados rapidamente mas não marcando as extremidades. Reservar.

 

Para preparar a terrina, colocamos um tacho com água ao lume e, quando começar a ferver, colocar a beringela, previamente descascada e cortada aos cubos, deixando ferver cerca de 7’. Retirar e escorrer bem. Numa frigideira, saltear a beringela num fio de azeite, polvilhar com pão ralado e misturar até perder a humidade.

 

Adicionar o queijo ralado e mexer novamente.

 

Colocar esta mistura numa tigela e juntar as natas, os ovos batidos e as nozes picadas. Misturar bem e corrigir os temperos com sal e pimenta.

 

Untar uma terrina com manteiga, forrá-la com pãp ralado e verter por cima a mistura. Fecahar com papel de alumínio e levar ao forno , em banho Maria, a 160ºC durante 30’. Retirar o papel de alumínio e deixar no forno mais 15’.

 

Num tachinho, colocar o vinagre balsâmico e levar ao lume a ferver, lentamente, até reduzir para um terço e ficar um líquido grosso.

 

Servir os lombos cortados em fatias, regados com o vinagre balsâmico reduzido e acompanhados com tirar da terrina de beringela.

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 08:00
15
Mai
12

Uma sobremesa muito fresca, vistosa e muito, muito boa. É muito fácil de preparar sendo que o único óbice é o facto de termos de ter alguma habilidade e paciência para cozer as placas de suspiro. Mas vale bem a pena esse pequeno esforço, acreditem.

O que preparar:

 

  1. 6 claras;
  2. 350g de açúcar em pó e mais algum para polvilhar;
  3. 0,5 Kg de morangos;
  4. 200ml de natas frescas;
  5. Óleo vegetal e papel vegetal qb.

 

 

 

Como preparar:

 

No copo da Bimby bem limpo e seco, e com a borboleta colocada, bater as claras em castelo firme e, quando formarem “picos”, deitar 4 colheres de sopa de açúcar em pó, continuando a bater até ficarem bem seguras e brilhantes ( normalmente faz-se drante 6' com a velocidade 3). Não colocar o copo medidor para entrar ar e as claras crescerem melhor.Misturar o restante açúcar em pó, mas desta feita, misturar com uma espátula de baixo para cima. Quem não tiver Bimby, poderá executar esta operação nma batedeira o mesmo à mão.

 

Untar papel vegetal, ao de leve, com óleo e polvilhar com açúcar em pó. Com um saco de pasteleiro, formar 3 rodelas com formato de pratos, sendo que uma deverá ser pequena, outra média e a outra grande. Fazer em volta um rebordo com biquinhos. Guardar um pouco de merengue ( umas 6 colheres de sopa). para misturar com o chantily que será feito com as natas frescas.

 

Levar as rodelas ao forno, que deverá estar com a temperatura muito baixa ( nunca superior a 70ºC). A função da ventoinha deverá estar desligada.

 

Deverá cozer em cerca de 1h30 mas poderá confirmar-se ao toque. Se estiverem sólidos, estão prontos.  Deixar arrefecer dentro do forno e depois, retirá-los com muito cuidado do papel vegetal.

 

Entretanto, bater as natas frescas juntando umas gotas de limão e 2 colheres de sopa de açúcar durante 2' na velocidade 4 se trabalhar na Bimby, ou até formar chatilly se se trabalhar com abtedeira ou se se bater à mão, até formar chantily. Misturar com o merengue reservado, com cuidado e sempre de baixo para cima.

 

Finalmente, montar o doce da seguinte forma:

 

Colocar sobre m prato a base maior do suspiro. Barrar abundantemente com chantily e dispor pos cima morangos lavados e cortados em quartos.

 

Colocar por cima a base média e proceder da mesma forma com o chantily e morangos. Finalmente, colocar a base mais pequena, barrar com chantily e decorar com morangos.

 

Levar ao frigorífico e servir bem fresco.

 

Mãos à obra. 

publicado por Maria às 08:00
14
Mai
12

 

Apesar de gostar muito de cinema, não sou, de todo uma cinéfila, até porque sou daquelas pessoas que quase que escolho os filmes pela cor. Se têm cores acastanhadas, normalmente é um bom filme. Não gosto de filmes de acção nem dos de histórias lamechas. Gosto dos filmes que relatam histórias verídicas, de bons romances com princípio meio e fim e também daqueles que nos transmitem os bons valores da amizade, lealdade, honra.

Também não escolho os filmes pelos realizadores pois faço ao contrário, escolho os realizadores pelos filmes. Por isso, e porque tenho os meus filmes favoritos, tenho igualmente os meus realizadores de predição.

Deambulando nestes meus pensamentos e saltitando de realizador em realizador, acabei por me lembrar de uma ocasião em que a C me entrou pela casa dentro com um DVD que havia comprado para eu ver o filme. Tratava-se de uma película que tinha assistido na faculdade, na cadeira de “ética”.

Ao ver o meu ar de desconsolo por me ver obrigada a ver um filme que, por uma questão de delicadeza, não me poderia recusar ver disse-me:

- Conhecendo-te como te conheço, sei que vais gostar.

E pronto, lá me sentei, um pouco contrafeita, pensando que, de facto, ela não me conhecia tão bem como estava certa de conhecer.

O filme que fui “obrigada a ver” foi este:


Compreendem agora o meu cepticismo???

 

Porém, o filme revelou-me uma história maravilhosa, de um mundo e sociedade que eu mal conhecia, com personagens cativantes e com uma banda sonora linda, linda. Conto de seguida e claro que, resumidamente, a história:

 

SHOWER - CHUVEIRO - 洗澡 -  (cujo título original é XIZAO) conta a história de um pai e dos seus dois filhos. Após o filho mais velho ter partido em busca de fortuna, o pai e o mais novo, deficiente mental, permanecem em Pequim continuando ligados ao seu trabalho de mestre de banhos públicos. Convencido da morte do pai, o filho mais velho regressa a casa para descobrir a magia da casa de banhos públicos e a importância desta na comunidade.

Escondida, esta casa funciona para os homens mais velhos como uma casa-fora-de-casa, em que os dias são passados a beber chá e a jogar. Rodeado pelos clientes de longa data e absorvido pela cultura dos "chuveiros", o filho mais velho vê-se forçado a assumir responsabilidades familiares e a lidar com os problemas da modernização e o que isso reflecte na sua vida...

SHOWER - CHUVEIRO começa com uma espantosa fantasia de um chuveiro automático feita a partir de uma casa de lavagem automática de carros. Depois leva-nos a visitar o significado dos banhos públicos tradicionais. A sua antiguidade, cultura, convenções e regras. A clausura de um pai na manutenção dos costumes leva um filho a repensar o papel da modernidade e ao que ela pode levar...

SHOWER - CHUVEIRO examina o estado corrente da cultura chinesa onde as tradições estão a ser abandonadas pelo mundo moderno.


Investiguei a vida e obra do realizador, já vi outros filmes seus e gostei de qualquer deles.

 

 

Por isso foi este senhor, ainda quase desconhecido no mundo ocidental, que decidi convidar para minha mesa.

Pouco falámos. Aliás, nada falámos pois eu não sei falar chinês, único idioma que ele domina. Trouxe uma interprete que falava inglês,  e foi através dela que nos entendemos.

Decidi oferecer-lhe um prato simples mas bom, tão simples como ele e tão bom como a sua obra. 

Fiz-lhe então Ervilhas Frescas com Tau fu e Cogumelos, Aromatizado com Hortelã da Ribeira.

Assim, dei-lhe a conhecer um pouco dos nossos sabores mediterrânicos, sem fugir muito à cultura gastronómica do seu país, onde muito apreciam e consomem tau fu. Para além disso, como vegetariano que é, agradeceu-me o cuidado e atenção que lhe dispensei por ter respeitado esse princípio.

Levantou várias vezes o olhar do prato, para me transmitir o se ar de agrado e de agradecimento pelo prato qe lhe servi, bem como a minha hospitalidade. Bebeu Chong Chá que foi preparado com os botões de chá em vez de folhas. Literalmente "chá quente" é um chá de verão usado na China para combater o calor de verão. À sobremesa servi-lhe um pudim flã, feito pela receita da Dorie Greenspan, que eu havia acabado de fazer.

Percebi que partiu muito agradado até por que à despedida me ofereceu um CD autografado por si, da música Sole Mio. Quem viu o filme Shower,percebe a razão desta oferta. Fêz uma vénia e exclamou com um sorriso:

- 始终保持和感谢. ( obrigado e até sempre)

 

 

 

Gostei muito desta honrosa visita e percebi que tive o privilégio de conhecer um grande senhor. Porque, afinal, não é só na terra do tio Sam que se faz bom cinema.


Reproduzo de seguida, sucintamente, o que a sua secretária e intérprete me deu a saber acerca da vida do meu convidado, enquanto jantávamos:

 Jia Zhang-Ke, realizador, nasceu em 1970, na cidade de Fenyang, província de Shanxi. 
O seu avô exerceu actividade como médico, tendo emigrado para a Europa. 
Em consequência disso, a sua família foi enviada para Fenyang, pequena cidade rural de uma das mais pobres províncias do interior. A sua terra natal é o cenário natural escolhido para muitos dos seus filmes. 
Os temas preferidos de Jia remetem-nos para as grandes mudanças operadas na paisagem social da China. 
Descreve-se a si próprio como "um realizador oriundo das classes mais baixas da sociedade". Um contraste com a maioria dos realizadores da 6" Geração, oriundos de famnias influentes das grandes cidades, tendo estudado em escolas reservadas para as elites. 
Enquanto adolescente foi membro de uma troupe de dançarinos que animava sessões de breal«lance. 
Depois de completar os estudos secundários, Jia juntou algumas economias, escrevendo pequenas histórias e pintando painéis publicitários, como artesão migrante, na capital provincial, Taiyuan. Suportou os seus estudos na Beijing Film Academy, como aluno supranumerário. 
Por conhecer bem a situação dos trabalhadores migrantes elegeu essa condição social para tema base das suas obras, procurando tratar o cinema como uma ferramenta de comunicação ao serviço do cidadão anónimo e não para as elites intelectuais. 
The World (O Mundo, 2004) foi a sua primeira obra a conhecer exibição comercial nas salas de cinema chinesas .

 

E agora, passo-vos a receita do prato que lhe preparei. Quanto à receita da sobremesa, bem, essa, só na próxima sexta feira vos poderei revelar.

O que preparar:

  1. 1 Kg de ervilhas em vagem.
  2. 0,5 dl de azeite;
  3. 1 placa de tau fu;
  4. 100g de cogumelos frescos;
  5. 1 llata de tomate pelado e picado;
  6. 0,5dl de vinho branco;
  7. 1 cebola;
  8. 2 dentes de alho;
  9. 1 haste de hortelã da ribeira;
  10. Sal e pimenta a gosto.

Como preparar:

Retirar as ervilhas da vagem e reservar. Picar bem a cebola, os dentes de alho e levar ao lume a estalar. Juntar o tau fu, saltear durante 3’ e juntar de seguida os cogumelos partidos em quartos. Deixar saltear mais um pouco, e temperar de pimenta acabada de moer. Refrescar com o vinho branco e deixar fervilhar até este evaporar. Juntar o tomate, mexer, e juntar de seguida as ervilhas e a hortelã.

Deixar cozer em lume brando, com o tacho tapado, até as ervilhas estarem macias.

Servir quente.

A textura das ervilhas frescas coadjuvada com o excelente sabor que a hortelã da ribeira confere, torna este prato muito apaladado. Gostei muito e fiquei satisfeita pois foi um prato totalmente criado por mim.

Espero que seja do vosso agrado como foi do agrado do meu convidado.

Mãos à obra.

 

E com esta minha experiência venho participar na 4ªa edição do Convidei para Jantar, desafio criado e lançado originalmente pela Ana  e cuja anfitriã deste mês é a Pam no seu fantástico espaço  Menú Verde.

 

 

 

publicado por Maria às 08:00
11
Mai
12

Esta carne assada com maçãs é muito fácil de preparar e é deliciosa. Apesar de,  com calor que já se faz sentir não apetecer muito ligar o forno, tem a vantagem de se preparar quase sózinha. E o resultado é surpreendente.

O que preparar:

 

  1. 1 kg de carne de porco  para assar ( lombo, perna ou pá) – usei lombo;
  2. 1,5dl de vinho branco;
  3. 40g de banha;
  4. 30g de margarina;
  5. 4 maçãs;
  6. Sal, pimenta, mostarda e colorau a gosto.

 

Como preparar:

 

Molhar a carne com um pouco de vinho branco e temperar de sal, pimenta e um pouco de colorau. Colocar num tabuleiro, barrar com banha e levar a assar em forno médio (160ºC), regando de vez em quando com a gordura que se vai formando. Quando estiver quase assada, cerca de 1 hora depois, retirar cerca de 2/3 da gordura e juntar a margarina partida em pedaços. Tirar os caroços das maçãs com um instrumento próprio ou com a ponta de uma faca, e colocá-las em volta da carne. Levar novamente a assar borrifando, de vez em quando, com o vinho branco restante.

 

Quando as maçãs estiverem macias mas ainda inteiras, retirar o tabuleiro do forno e barrar a carne com um pouco de mostarda. Deixar a carne “descansar” cerca de 10’ e parti-la em fatias finas, servindo-a acompanhada com maçã, arroz branco e regada com o molho.

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 08:00
10
Mai
12

Para um dia de Sol, para mim é perfeito, só poderia trazer uma sugestão perfeita.

 

Parfait é o nome deste doce que, com tão poucas calorias, consegue ser delicioso. Pode servir uma sobremesa, lanche ou mesmo um pequeno almoço. E é mesmo muito fácil de preparar. Espreitem:

 

O que preparar:

 

  1. 2 alperces;
  2. ½ manga;
  3. 1 pera;
  4. 8 morangos;
  5. 1 embalagem de mascarpone;
  6. 1 colher de chá de extracto de baunilha;
  7. 2 colheres de sopa de mel;
  8. 4 colheres de sopa de natas batidas;
  9. Fruto seco à escolha ( eu usei amêndoas)

 

Como preparar:

 

Partir a fruta em pedaços. A fruta que escolhi era a que tinha em casa. Poedrá ser feito também com morangos, figos, etc.

 

Numa tala, misturar bem o queijo marcarpone, o extracto de baunilha, o mel e misturar bem até ficar com a consistência parecida com o iogurte.

 

Bater as natas com umas gotas de limão e, quando estiverem espessas, juntá-las ao creme anterior.

 

Colocar as frutas partidas no findo de taças e cobri-las com o creme. Polvilhá-las com frutos secos grosseiramente triturados ( eu faço esta operação com a ajuda do rolo de massa), e deitar por cima mais um fio de mel para dar brilho.

 

Servir fresco.

 

Se se usar amêndoas ou avelãs, convém torrá-las ligeiramente numa frigideira, antes de as triturar. Ficam com um sabor mais acentuado o que marca alguma diferença.

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 08:00
Contador
mais sobre mim
pesquisar
 
relógio
últ. comentários
Ah Gina querida, eu bem digo que a Camilla tem bom...
Pois é Ana, de facto, apesar da postagem do selo n...
Amiga Maria,Tenho um bom pedaço de Atum fresco, qu...
Olá!Não como atum pq é impossível saber se mesmo o...
Fica combinado, então. Quando voltar o frio pois l...
Olá Ana. A terrina é boa e o peixe feito desta for...
Ia adorar!!!!Bjo enorme :*
Olá!No nosso restaurante favorito aqui na cidade, ...
Maria, já não passo sem cá passar :)E hoje surpree...
Alice,muito obrigada por teres gostado. Se estiver...