Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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24
Fev
12

Quando vi que a escolha da receita desta Sexta feira tinha recaído sobre a Tarte Tatin, fiquei despassarada. Tive vontade de escrever à Mariana/Patrícia a pedir para escolherem outra coisa, please, please…

 

 

Entretanto imaginei 135 "Dorienas" a arremessarem-me colheres de pau pela minha  infeliz ideia e, garanto que esta imagem me demoveu toda a vontade de efectuar tal pedido.


É que depois de muitas indecisões acerca da minha participação ou não no desafio que está a decorrer na plataforma do Sapo, lá me havia decidido e escolhido uma receita que já fiz várias vezes, sai-me sempre bem e é, simplesmente, deliciosa. Adivinhem qual é?

 

É claro, a Tarte Tatin.

 

Mas pronto, não desanimei e já tenho outra escolha para a participação no desafio do Sapo.

 

Para aqui, "Dorie às Sextas", empenhei-me na confecção da minha tarte favorita para a publicar hoje, entre tantas outras que serão publicadas. E começa hoje o fórum da Tarte Tatin que será, com toda a certeza, tão agradável e construtivo como foram os anteriores.

 

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Julgo que a lenda da origem da Tarte Tatin é do conhecimento geral mas em todo o caso, conto-a resumidamente pois não deixa de ser curiosa e uso-a como nota introdutória.

 

Reza então a lenda que em França, a sul de Orléans, havia um pequeno hotel herdado e gerido por duas irmãs, sendo uma responsável pela parte administrativa e a outra pela parte da restauração. Esta última, afamada cozinheira e pasteleira, confeccionava uma tarte de maçã muito apreciada e que era o chamariz de muitos hóspedes.

 

Acontece porém, que um determinado dia de bastante azáfama na cozinha, a senhora colocou a tarte no forno e só se apercebeu que não havia colocado a base, quando a retirou para ser servida. Tentando remediar o erro para que os hóspedes não ficassem decepcionados com a falta da sobremesa tão esperada, cobriu as mação com a massa que deveria ter servido de base e levou novamente a tarte ao forno.

 

Desenformou-a, ficando aquela literalmente ao contrário do que era habitual.

 

Foi um sucesso maior que a tarte original e a prova disso é que hoje, Sexta feira, irão ser publicadas, arrisco-me a dizer, dezenas de tartes, no espaço “Dorie às Sextas”.

 

Bendito engano!

 

 

 

O que preparar:

 

  1. 1base de massa folhada;
  2. 1 kg de maçãs reineta;
  3. 200g de açúcar;
  4. 150g de manteiga.

 

Como preparar:

 

Num recipiente fundo que possa ir ao lume e ao forno, deitar 1/3 da quantidade de açúcar e de manteiga. Levar ao lume, mexendo sempre e deixar atingir a cor de caramelo, mas claro. Retirar do lume.

 

Descascar as maçãs, retirar-lhes os caroços e parti-las em 8, ao alto. Salpicar com limão para não oxidarem.

 

No recipiente onde se fez o caramelo, deitar metade da quantidade de maçãs. Deitar por cima mais -1/3 de açúcar e 1/3 de manteiga, esta partida em cubinhos. Colocar por cima as restantes maçãs e espalhar novamente por cima desta camada, o restante açúcar e manteiga em cubinhos.

 

Cobrir com massa folhada, aconchegando-a às maçãs quer no meio quer nos lados.

 

Levar a forno forte, pré aquecido ( 200ºC) durante 40’.

 

 

 

Notas finais – Depois de várias experiências, esta forma de confecção é a que mais se adapta ao nosso gosto cá em casa. Quer o uso das maçãs reinetas, quer o facto de não as  caramelizar ao lume, na totalidade, tornam-na muito mais suculenta pois o ácido das maçãs faz-se notado, contrabalançado pelo doce do açúcar adicionado qb.

 

Apesar da massa folhada, habitualmente, ao fim de 15’ estar cozida neste caso, só ao final de 40’ é que tem a cor alourada e está cozida. Atribuo ao facto a humidade transmitida pelas maçãs retardar a cozedura.

 

Por fim, em minha opinião, a Tarte Tatin, que deve ser servida quente, não fica completa sem uma bola de sorvete de baunilha.

 

Mãos à obra. 

 

publicado por Maria às 08:00
23
Fev
12

Um bom pó de caril é o ingrediente mágico para o sucesso deste prato. Pode-se fazer a mistura das especiarias em casa mas, são tantas e as quantidades de cada uma tão pequenas, que torna-se difícil a pesagem de molde a que na vez seguinte resulte um pó de mistura de especiarias igual ao anterior. Portanto, eu opto pela compra da mistura já preparada. Tento  sempre escolher uma  boa marca e que conste na embalagem os ingredientes envolvidos. Ponho de lado, na minha escolha, aqueles pós em cuja embalagem consta, somente, pó de caril. O que usei nesta receita, e que é muito bom, é da marca Rajah, mas há outras marcas igualmente boas.

 

 

 

O que preparar:

 

  1. 1 frango partido em bocados pequenos;
  2. 1 cebola;
  3. 2 dentes de alho;
  4. 1 cubo de caldo de galinha;
  5. 0,5dl de óleo ( nunca usar azeite em caril);
  6. 2 tomates médios, maduros;
  7. 0,5 dl de vinho branco;
  8. 1 estrela de anis;
  9. 2 dentes de cravinho;
  10. 2 vagens de cardamomo;
  11. 1 colher de café de cominhos;
  12. 1 colher de café de coentros em pó;
  13. 2 colheres de sopa de pó de caril;
  14. 3 colheres de sopa de coco ralado;
  15. 2 ou 3 sementes de malagueta seca;
  16. 1 pacote de natas;
  17. 2 chávenas de arroz;
  18. 6 chávenas de água;
  19. Sal e pimenta a gosto.

 

Como preparar:

 

Lavar o frango e parti-lo em pedaços pequenos . temperar com sal e pimenta. Picar a cebola e os dentes de alho e levar ao lume com o óleo. Deixar a cebola fritar e juntar a estrela da anis, o cardamomo, o cravinho.

 

Juntar o frango e deixá-lo fritar um pouco. Juntar o tomate partido em cubos, o vinho branco e o cubo de caldo de galinha. Mexer bem, sempre em cima do lume e deixar cozinhar 5’. Juntar de seguida o pó de caril, os cominhos e os coentros em pó e as malaguetas secas. Deitar por fim o coco e mexer bem. Baixar o lume, tapar o tacho e deixar o frango cozer cerca de 30’. Se durante a cozedura o molho der sinais de secar, ir juntando um fio de leite.

 

Quando o frango estiver cozido, levantar o lume, para levantar fervura viva e deitar o pacote de natas. Mexer bem para envolver  e retirar do lume sem deixar tornar a ferver.

 

Entretanto, enquanto o frango coze, levar ao lume uma panela com a água e, quando esta ferver, deitar o arroz e sal. Deixar cozer durante 6’ e ao fim deste tempo, retirar do lume, escorrer o arroz e parar a cozedura com jactos de água fria. Escorrer bem  e deitar numa caçarola. Levar ao forno quente durante cerca de 10’. O arroz fica cozido e muito solto, próprio para ser servido com o molho do caril ou outro molho qualquer.

 

Empratar o arroz com o frango em cima regado com o molho e dispor em volta laranja, banana, tomate partido em bocadinhos, bem como coco. Combina muito bem as passas e achar de manga.

 

Mãos à obra 

 

publicado por Maria às 08:00
22
Fev
12

O arroz de polvo é um prato muito apreciado cá em casa e por isso sei que os meus filhos me irão agradecer este post. Não estou certa de encontrarem,  facilmente, o polvo fresco mas sei que o vêm congelado nas arcas dos supermercados. Por isso, aqui vai:

 

 

 

O que preparar:

 

  1. 1 polvo com cerca de 1Kg;
  2. 2 cebolas;
  3. 2 folhas de loureiro;
  4. 5 grãos de pimenta preta;
  5. 2 dentes de alho;
  6. 0,5 dl de vinho tinto;
  7. 0,5 dl de azeite;
  8. 2 colheres de sopa de polpa de tomate;
  9. 100g de chouriço de carne;
  10. 2 chávenas de arroz carolino;
  11. 5 a 6 chávenas de caldo onde cozeu o polvo;
  12. Coentros, sal e pimenta a gosto.

 

Como preparar:

 

Se o polvo for comprado fresco, lavá-lo bem e congelá-lo. Apesar de ser uma contradição, os cristais de gelo que se formam no polvo congelado, ajudam-no a cozer mais facilmente e torna-o mais tenro, por razões cuja explicação não cabe neste contexto.

 

Levar ao lume 2 l de água com o vinho tinto, uma folha de loureiro, uma cebola e os grãos de pimenta preta. Quando levantar fervura, mergulhar o polvo congelado e deixá-lo cozer na panela destapada durante 40’ ou um pouco mais se o polvo não estiver cozido. É necessário referir que se o polvo cozer demais, fica rijo pelo que se deverá tomar atenção ao tempo de cozedura. Quando o polvo estiver cozido, retirá-lo do caldo, reservando este. Partir o polvo em bocadinhos pequenos. Cortar o chouriço em rodelas

 

Num tacho, deitar a cebola picada, o alho e a folha de loureiro bem como o azeite, levar ao lume a refogar. Deitar a polpa de tomate e deixar suar um pouco. Deitar de seguida o polvo partido bem como o chouriço em rodelas. Mexer bem, acrescentar ½ chávena do caldo onde cozeu o polvo e deixar tomar gosto, baixando o lume e tapando o tacho, durante cerca de 10’. Passado esse tempo, deitar o caldo e se for necessário completar a quantidade necessária com água e espevitar o lume. Quando começar a ferver, deitar o arroz, mexer, e deixar ferver durante 3’. Deitar os coentros picados, mexer e baixar o lume tapando o tacho. Deixar cozer o arroz durante 10’ exactos. Servir de imediato salpicado com um pouco mais de coentros picados.

 

Há quem prefira um arroz mais enxuto. Para isso, basta usar exactamente o dobro da medida de água em relação à medida de arroz.

Mãos à obra.

 

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publicado por Maria às 08:00
21
Fev
12

 

Este prato apesar de ter 2 ou 3 etapas é muito fácil de preparar e bastante agradável. É também económico o que é bastante conveniente, quer nesta altura que tanto tememos a crise, quer noutra altura qualquer que, mesmo que aquela não esteja presente, deveremos, por uma questão de bom senso, salvaguardar o binómio preço/qualidade.

 

 

 

 

O que preparar:

 

  1. 1kg de batatinha nova pequena;
  2. 4 bifes de peru cortados finamente;
  3. Pão ralado, ovo e farinha para panar os bifes;
  4. 1 limão;
  5. 1 dente de alho;
  6. 1 clementina;
  7. 1 fio de azeite;
  8. 25g de margarina e óleo de girassol para fritar os bifes;
  9. Sal e pimenta a gosto.

 

Como preparar:

 

Temperar os bifes de peru com sal, pimenta, o dente de alho descascado e fatiado e o sumo de limão. Deixar tomar gosto pelo menos durante 1 hora.

 

Lavar bem as batatas e levá-las a cozer em água temperada com sal, não as deixando, porém, cozer na totalidade; quando estiverem meio cozidas, retirá-las para um tabuleiro e esmagá-las ligeiramente com um esmagador de batatas. Deverão ficar inteiras mas ligeiramente “esborrachadas” – esta acção é para impregnarem melhor o tempero. Temperá-las com sal, pimenta, um fio de azeite e a raspa da clementina bem como o sumo de metade da mesma.  Levar o tabuleiro com as batatas ao forno médio (180ºC) durante cerca de 30’.

 

Entretanto, preparar 3 recipientes : o 1º com farinha, o 2º com ovo batido e o 3º com pão ralado.

 

Levar a aquecer a manteiga e o óleo numa frigideira e fritar os bifes que foram passados pela farinha, ovo e finalmente pelo pão ralado. Quando estiverem fritos, reservar num prato e regar com um pouco de sumo de limão.

 

Servir com as saborosas batatinha e um produto qualquer de horta. Eu servi com feijão verde cozido.

 

Mãos à obra.

 

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publicado por Maria às 08:00
20
Fev
12

O red fish é um peixe bastante económico que pode ser comprado fresco ou congelado e resulta sempre em pratos muito agradáveis. A receita que hoje apresento foi confeccionado com o peixe congelado.

 

O que preparar:

 

  1. 4 red fish pequenos;
  2. 1 cebola;
  3. 3 dentes de alho;
  4. 1 ramo de rosmaninho;
  5. 0,5 dl de azeite;
  6. 0,5 dl de vinho branco;
  7. 1 colher de chá de pimentão doce em pó;
  8. 1 lata pequena de tomate pelado;
  9. 3 batatas doces grandes;
  10. Sal e pimenta a gosto.

 

Como preparar:

 

Deixar descongelar os peixes, lavá-los bem e dar-lhes um golpe nos lombos. Temperar com sal, pimenta.

 

Num tabuleiro de ir ao forno, fazer uma cama com a cebola cortada em rodelas, os dentes de alho e o tomate cortado em pedaços. Dispor por cima os peixes e polvilhá-lo com o pimentão doce. Regar com o azeite, o vinho branco e dispor por cima o raminho de rosmaninho.

 

Levar ao forno médio ( 180ºC) e ir regando com o molho. Entretanto, lavar muito bem as batatas doce e cortá-las em rodelas grossas. Temperá-las com sal e pimenta.

 

Passados 20’ do peixe estar no forno, colocar no mesmo tabuleiro as batatas doce e levar novamente ao forno. Deverá estar no forno mais cerca de 20’, ou seja, no total, o peixe deverá estar 40’ e as batatas, que entram a meio da cozedura do peixe, deverão estar 20’.

 

Mãos à obra.

 

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publicado por Maria às 08:00
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