Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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Na Ilha da Madeira o bolo de família faz parte das mesas de Natal. A minha mãe nasceu lá. Apesar de ter vindo para o continente em tenra idade, ficou muito ligada à terra natal e às suas tradições e costumes.

Era na época de Natal que esses laços se faziam sentir mais, nomeadamente, no que concerne à gastronomia.

Na noite da consoada era hábito comermos a carne de vinha d’alhos e, aquando do regresso da missa do galo, comermos uma canja de galinha, tradições que eu, infelizmente, não segui.

Na mesa de Natal não podia faltar o bolo de família, bolo esse que a minha mãe fazia maravilhosamente bem e… a olho.

Várias vezes lhe pedi a receita mas, como era feita a olho, ela dizia-me para eu assistir à confecção e ir apontando. Fui adiando, prometendo sempre que o faria no Natal seguinte. Até que chegou o ano em que não houve o Natal seguinte.

Um mês antes da sua partida, com ela já muito doente, ainda se dispôs a fazer este bolo dizendo porém que não lhe tinha saído como habitualmente. Estava óptimo como sempre, testemunhámos nós.

 

Após uma pesquisa, descobri esta receita que apesar de não ter ficado exactamente como o bolo de família da minha mãe, ficou bastante bom. Foi ela que me inspirou na sua confecção, tenho a certeza.

 

Para ti, maninha, que não podes provar este bolo que fiz pois, a distância que nos separa neste momento não o permite, aconselho-te a fazê-lo para reviveres ternos e doces momentos.

 

Participo com este bolo que tem tanto significado para mim, no desafio da Laranjinha “Coisas doces para saborear até ao dia dos Reis” do excelente blog Cinco Quartos de Laranja.

 

O que preparar:

 

  1. 500g de farinha;
  2. 400g de açúcar;
  3. 2 ovos;
  4. 1 colher de chá de bicarbonato de sódio;
  5. 250g de manteiga;
  6. 50g de banha;
  7. 2 colheres de chá de canela;
  8. ½ colher de chá de noz moscada;
  9. 1 cálice de vinho da Madeira ( eu usei do Porto, pois era o que tinha)
  10. 0,5 dl de mel;
  11. 100g de açúcar mascavado;
  12. 1 chávena de leite;
  13. Raspa de 1 limão;
  14. 150 g de frutos secas e cristalizados ( eu só usei nozes e passas).

 

Como preparar:

 

Colocar numa tigela em primeiro lugar os ingredientes sólidos (excepto os frutos) e depois os ingredientes líquidos. A manteiga convém mesmo ser manteiga e não margarina. Bater bem numa batedeira, na velocidade máxima, durante cerca de 8’. Juntar os frutos e envolver com uma colher de pau.

Untar uma forma grande com margarina e farinha, verter a massa e levar ao forno cerca de 1h15. Na primeira ½ hora o forno convém estar a 200ºC; passado este tempo, cobrir o bolo com papel vegetal e reduzir a temperatura do forno para 180ºC.

Verificar a cozedura do bolo com o teste do palito.

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 18:16
De Maninha a 26 de Dezembro de 2011 às 21:32
Obrigada maninha por te lembrares de mim. A distância, mesmo a infinita, não separa nem faz esquecer sentimentos e memórias tão saudosas.
De Bombom a 10 de Janeiro de 2012 às 22:25
Cara Maria
Foi por esta participação no desafio da Isabel do Cinco Quartos de Laranja que a conheci. E, coincidência engraçada, adorei toda a História de Vida que dá enquadramento à sua receita, o Bolo de Família da Ilha da Madeira. É que a minha avó também era madeirense e a família também teve de emigrar quando ela era pequenita. Só que foi para Angola, onde casou e nasceu a minha mãe. Hoje sou eu que tenho uma grande paixão pela Madeira, pelas suas paisagens e flores maravilhosas, pela gastronomia e ainda estou a aprender os seus costumes...
Vou levar a receita pois faz-me lembrar alguns dos sabores do Bolo de Mel que eu adoro. Obrigada por partilhar e PARABENS pela nomeação! Bjs. Bombom
De Susana a 21 de Dezembro de 2012 às 19:17
Que lindo bolo, Maria :) De facto à pequenas coisas que são a cola que nos une às memórias e a quem mais gostamos . Beijinhos e um feliz natal!
De Susana a 21 de Dezembro de 2012 às 19:23
"há pequenas coisas", obviamente...
De Asdrubal a 19 de Novembro de 2014 às 16:38
Deitar vinho do Porto altera tudo. Lamento dizer-lhe mas não faça isso. Um e outro são muito diferentes e fazem toda a diferença.

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