Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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Tudo perdura no tempo,  mas torna-se tão pálido como aquelas fotografia muito antigas que ainda foram fixadas em chapas metálicas. A luz e o tempo retiram das chapas as tonalidade nítidas e características dos traços. É preciso rodar a fotografia e encontrar uma certa refracção da luz para podermos reconhecer na obscura chapa metálica a pessoa cujas feições foram absorvidas pela placa. Deste modo se desvanecem  no tempo todas as lembranças humanas. Mas um dia, a luz cai de um lado qualquer e tornamos a ver um rosto, um momento, uma parte de vida.

- Hoje vamos fazer bolachinhas. “Tabuinhas de lavar”.

As meninas, na sua batinha branca, protegida com pequenos aventais, mergulhavam as suas pequenas mãos na farinha transformada em massa de bolachinhas, sobre uma mesa grande debaixo de um caramanchão.

- Mamã, hoje aprendemos a fazer “Tabuinhas de lavar”. Posso fazê-las para o lanche?

As pessoas só se recordam dessas coisas mais tarde. Passam dezenas de anos, atravessam estepes e florestas e, de repente, ouvem os risos de infância, as palavras das professoras, as benevolências da mãe, as palavras antigas.

E aí, apercebem-se que viveram, há muitos anos idos, numa condição maravilhosa, sem nome, num certo estado de graça.

Nada é tão delicado como as relações de infância. Tudo o que a vida oferece mais tarde, os desejos subtis ou brutos, os sentimentos fortes, as ligações de amizade ou paixão, tudo isso é mais rude, mais desumano.

 Hoje, partilho convosco, um pedaço da minha infância onde a luz caiu, de um lado qualquer.

Tabuinhas de Lavar

O que preparar:

  1. 0,5 Kg de farinha de trigo;
  2. 200g de manteiga;
  3. 200g de açúcar;
  4. 1,5 colher de chá de feremnto em pó.
  5. 1 pitada de sal;
  6. 3 ovos.
Como preparar:
Quem tem Thermomix / Bimby, deverá colocar todos os ingredientes no copo, excepto os ovos, durante 2´à velocidade 3. Ditar os ovos e marcar mais 2´à velocidade 4.
A massa fica pronta a ser utilizada. Porém, e para melhor moldar, deverá ser refrigerada no frigorífico durante 30´.
Quem fizer manualmente, deverá deitar a farinha sobre a bancada, abrir uma cova no centro e deitar aí o fermento e a manteiga. Ir amassando com as pontas dos dedos para não amolecer muito a massa. Imcorporar o açúcar e, por fim, os ovos um a um.
Formar rolinhos pequeninos espalmá-los. Com um garfo enfarinhado, fazer pressão sobre um dos lados das bolachas de molde a formar  sucalcos semelhantes ao efeito das antigas tábuas de lavar a roupa.
Levar em tabuleiros untados ou forrados a papel vegetal ou silicone ao forno pré aquecido a 200ºC durante cerca de 15´ou até estarem douradinhas. Retirar e arrefecer sobre uma grade.
Esta quantidade rende entre 45 e 50 bolachinhas.
Esta receita, que julgava perdida, foi preservada por uma das meninas da bata branca que gentilmente partilhou com as amigas, passados tantos anos. Obrigada, querida B.

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publicado por Maria às 19:04
De Sonia alegre a 18 de Março de 2013 às 21:05
Tive de ler duas vezes para ter a certeza que na estava a ler mal o nome :-) que receita tão curiosa. Gostei!
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:03
É um nome delicioso, não é Sónia? As bolachas são muito boas.
Beijinho
Maria
De Cristina Delgado a 18 de Março de 2013 às 21:11
Quase tão boas como as nossas recordações, ah Maria? Bjinho gr!
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:03
E que doces que elas são, Cristina, as nossas recordações...
Beijinho grande
Maria
De Joana a 18 de Março de 2013 às 21:11
Adorei estas tabuinhas de lavar, que bolachinha mimosas :) óptimas para ter na caixinha e ir roubar ao serão com uma bela chávena de chá :)

Beijinhos,
Joana
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:05
Esta receita, apesar de não ter ovos, é quase uma receita conventual pois foi-nos ensinadas por freiras.
Beijinhos
Maria
De Lia a 18 de Março de 2013 às 21:31
Querida Maria,
Momentos da tua infância, lindos, como estas tabuinhas de lavar que nos trazes e que são tão delicadas como as nossas memórias e por isso, devem ser tratadas com muito carinho e cuidado!
Beijinhos para todos querida,
Lia.
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:06
Um beijinho muito grande também para todos.
Beijinhos
Maria
De Bárbara PInto a 18 de Março de 2013 às 22:33
E a ordem dos sentimentos voltou e estamos todas juntas de novo e isto é... Vida.
E por isso mesmo, venha lá uma tabuinha de lavar...
Bjs
B
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:07
Muitas tabuinhas pois acontecimentos destes merecem uma comemoração sem fim.
Beijinho muito grande
Maria
De Bombom a 18 de Março de 2013 às 23:39
Ah, como são doces e ternurentas as recordações da nossa infância, sobretudo quando já se vão a querer perder no Tempo...As tuas, vieram recordar-me dias ainda mais longínquos do que os teus, (há sessenta e tal anos) em que era eu a menina da bata branca e a minha Mãe a Professora...e os bolos que ela fazia nos dias de Aniversário.
Vou levar a receita das Tabuínhas de Lavar e sempre que as fizer vou lembrar-me de ti, ou de vocês, meninas de bata branca! Bjs. Bombom
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:09
Querida Bombom,
As recordações que estas tabuinhas me trazem são tão fortes que chega a doer. A receita foi-nos ensinada por freiras nas aulas de culinária que tínhamos no colégio que frequentávamos. Como estão longe esses tempos mas como são fortes essas lembranças.
Beijinho grande
Maria
De Susana a 19 de Março de 2013 às 13:31

Quero muito essas tabuinhas de lavar e deixar-me levar pelas minhas recordações.
Kiss, Susana
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:10
Beijinho Susana.
Maria
De gina a 19 de Março de 2013 às 14:43
Querida Amiga.
Que delicadas e deliciosas essas bolachinhas. Já me conquistaram pela singeleza e pelo conteúdo de lembranças que carregam.
E apaixonada por elas só me resta fazê-las e tentar resgatar também algumas lembranças minhas da infância.
Maria, desculpa a minha ausencia algumas vezes por aquí, ainda não consegui estar 100%, estou ainda numa fase difícil, mas nada grave.
Beijinhos muito amigos.
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:11
Querida Gina, sinto tanto a tua falta com o calor e luz que os teus comentários trazem a este espaço. Melhora rápido e, já sabes, se houver alguma coisa que eu possa fazer, estou aqui.
Beijinhos grandes
Maria
De Leonor Barros a 19 de Março de 2013 às 18:02
As memórias são o que temos de mais precioso. Que bonito o teu texto, Maria. E, olha, já comia um, vá, duas ou três das tuas bolachinhas. Maravilhosas!
Beijinhos, minha querida.
De Maria a 19 de Março de 2013 às 19:12
Obrigada querida amiga. Sabem-me muito bem as tuas palavras.
Beijinhos
Maria
De Isabel (Pipoka) a 22 de Março de 2013 às 12:00
Maria, 


A história é muito bonita. Obrigada por partilhares connosco as tuas memórias de infância ;-)
O nome das bolachas é simplesmente delicioso, tal como o aspecto delas. 


bjs

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