Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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02
Mai
12

Hoje trago uma forma elegante, mas muito fácil, de apresentar croquetes de carne.

O que preparar:

 

  1. 200g de carne de vaca moída + 200g de carne de porco moída+100g de chouriço de carne moído;
  2. 4 placas de massa filo partidas ao meio = 8 ½ placas de massa;
  3. 75g de amêndoa;
  4. 1 cebola;
  5. 2 colheres de sopa de manteiga;
  6. 2 ovos;
  7. 2 dentes de alho;
  8. 3 colheres de sopa de farinha de trigo;
  9. 1 folha de loureiro.

 

Como preparar:

 

Picar a cebola, o alho e levar a refogar na margarina. Juntar a folha de loureiro. Quando estiver a alourar, juntar as carnes e o chouriço moído. Mexer bem e deixar cozinhar a carne. Juntar a farinha e mexer para ligar tudo. Bater os ovos numa taça à parte e juntar às carnes. Quando estiver uma massa que se possa moldar. Desligar o lume e deixar arrefecer.

 

Entretanto, torrar a amêndoa numa frigideira, sem deixar queimar. Deixar arrefecer e triturar de molde a ficar com aspecto de pão ralado.

 

Moldar a carne em croquetes grandes e passar pela amêndoa ralada.

 

Estender as metades de placas de massa filo e embrulhar cada croquete numa placa.

 

Colocar num tabuleiro e levar ao forno a 180ºC  até ficarem lourinhos, o que demora cerca de 15 a 20’.

 

Servir acompanhado de uma salada a gosto.

 

Mãos à obra.

Adaptada  da receita semanal publicada no jornal Expresso.

publicado por Maria às 08:00
30
Abr
12

Ao escrever este post, delicio-me  a imaginar o sorriso de felicidade do meu fifi mais velho quando deparar com esta receita. Passo a explicar:

 

O meu fifi mais velho foi um "Menino da Luz", ou seja, foi aluno do Colégio Militar.

 

Uma instituição em que a honra, a camaradagem imperam, onde são ensinados os caminhos e são abertos os horizontes aos alunos que têm o privilégio de o frequentar.

 

O amarelo de carne faz parte do cardápio do refeitório, nos dias de festa. É um prato de tal forma apreciado que, todos os anos, no dia 3 de Março, data da celebração do aniversário do Colégio, depois do desfile do Batalhão Colegial, nas suas fardas da côr de pinhão, pela Av. Da Liberdade, é servido um almoço onde são convidados os alunos e os ex-alunos, e onde é servido o amarelo de carne. Não sei se realmente apreciam mesmo este prato ou se é pelo facto de se sentirem meninos, novamente, a verdade é que a afluência à sala de refeições é muito grande, nesse dia.

E depois do Zacatraz, sentam-se à mesa entre gargalhadas, brincadeiras e piadas, pois voltam à adolescência.

Já agora, deixo aqui uma breve explicação do que é o Zacatraz ( leia-se Zácátráz) e do significado que tem para os "Meninos da Luz":

Este grito de saudação é proferido de forma rápida e com força como quem grita um grito de guerra e pela seguinte ordem, que constitui a junção de três séries de elementos, a solo e em coro, de que resulta uma forma característica, cheia de alegria e juventude:

.......Grito( proferido por 1 só elemento) .........................................Resposta Geral ( em coro)

... ZACATRAZ

.......ZACATRAZ

.............ZACATRAZ .................................................................................TRAZ; TRAZ    (3 vezes)

....ALA, ALA ..............................................................................................ARRIBA           (2 vezes)

....ALLEZ, ALLEZ

.......À VOTRE SANTÉ ............................................................................ALLEZ             (1 vez)

A Simbologia

O "ZACATRAZ" é o grito de saudação com que se festeja qualquer acontecimento importante, no Colégio ou fora dele; é como que um brinde que distingue quem frequentou ou frequenta o Colégio Militar.

Neste grito estão contidos o sentimento e a alma dos "Meninos da Luz". Por isso, é para ser proferido e acompanhado com vibração e entusiasmo, mas igualmente com solenidade e respeito.

Não se deve abusar da sua repetição; este profere-se por exclusiva vontade dos alunos em ocasiões importantes ou saudando pessoas e factos relevantes.

 

Finalmente, quando vir na lapela de algum casaco um pin com uma barretina igual à imagem que abre este post, saberá que está perante um "Menino da Luz".

   

 

 

 

Passemos agora à receita do Amarelo de Carne.

 

Como eu nunca tive oportunidade de comer o famoso e tão apreciado " petisco" tive alguma dificuldade em saber os ingredientes. O meu fifi lá fazia a descrição mas era impossível reproduzir com fidelidade. Portanto, decidi aventurar-me a pedir a fórmula a uma das cozinheiras do Colégio, que, amavelmente me ensinou, nem que fosse para não me ouvir mais a "pedinchar". éum prato muito simples mas que dá algum jeito quando não temos muitaimaginação para uma refeição em cima da hora. E, afinal, é saborosa ;)

O que preparar:

  1. 300g de carne de vaca para cozer;
  2. 6 ovos;
  3. 2 colheres de sopa de banha;
  4. Batatas fritas palha;
  5. Sal e pimenta a gosto;
  6. Azeitonas ou alcaparras para enfeitar ( facultativo)

 

Como preparar:

Cozer a carne de vaca em água temperada com sal. Se for no modo tradicional, isto é, sem ser em panela de pressão, demora cerca de 1,5h.

Após a carne estar cozida, retirar do tacho e deixar arrefecer. Desfiar a carne, deixando-a em “palitos” fininhos. Levar uma frigideira ao lume com a banha, deixar derreter e fritar nela a carne cozida e desfiada. Temperar com sal e pimenta.

Bater os ovos numa taça à parte, juntar 3 colheres de sopa de leite, bater mais um pouco e juntar os ovos batidos à carne na frigideira. Ir mexendo e separando com a colher de pau os frumos que de formam.

Agora, a forma tradicional e mais saborosa, manda que se descasque batatas, se partam em palitos fininhos e se fritem em óleo bem quente, não deixando fritar muito. Somente o suficiente para alourar.

Porém, e para facilitar a vida e encurtar o tempo de execução, pode-se colocar batata palha de compra num prato e colocar por cima o preparado de carne e ovo. Decorar com alcaparras ou azeitonas e servir de imediato, acompanhado com uma salada verde.

Mãos à obra.


publicado por Maria às 08:00
26
Abr
12

As costeletas de porco prestam-se a variadas receitas. Já trouxe aqui algumas mas não queria preterir esta forma de cozinhar pois, além de fácil, é muito saborosa. Mais uma, para os meninos que protestam, deixarem de ter razão para tal.

 

O que preparar:

 

  1. 4 costeletas de porco;
  2. 1 colher de chá de massa de pimentão ou, em alternativa, colorau;
  3. 2 dentes de alho;
  4. 1 cebola grande;
  5. 1 folha de loureiro;
  6. 1 tomate maduro, mas firme;
  7. 1 ramo de salsa;
  8. 2 dl de vinho branco;
  9. 1 colher se sopa de azeite;
  10. Sal e pimenta a gosto;
  11. Margarina para untar a caçarola.

 

Como preparar:

 

Temperar a costeletas com vinho branco, sal, pimenta e o pimentãomoido ou colorau. Deixar assim pelo menos ½ hora.

 

Untar uma caçarola com margarina e deitar os dentes de alho picados, a folha de loureiro e metade da cebola, cortada em rodelas. Colocar por cima as costeletas. Sobre as costeletas deitar a restante cebola cortada em rodelas, o ramo de salsa, o tomate lavado e cortado em rodelas, a marinada das costeletas, o azeite, e tapar. Levar a cozer em lume brando durante cerca de 45’ O tempo de cozedura depende da dureza da carne. Se, enquanto cozer, o líquido diminuir muito, acrescentar um pouquinho de água.

 

Servir quente, polvilhado de salsa picada e acompanhado de arroz branco, puré de batata ou mesmo, batata cozida.

 

Mãos à obra.

 

E aqui deixo um cheirinho a Primavera que teima em não vir!

publicado por Maria às 08:00
14
Abr
12

Não me atreveria a trazer-vos esta receita não fora o caso de ter aprendido, há muito pouco tempo, com um Chef italiano que teve a amabilidade de me ensinar “tim tim por tim tim” como se faz o verdadeiro “esparguete à bolonhesa”.

 

Fiquei espantada quando verifiquei que nada tem a ver com a receita que eu sempre fiz, que é rápida, frita-se tudo, junta-se ao esparguete e, já está.

 

Aliás, há uns anos atrás, aquando de umas férias que passei na Ilha do Sal, em Cabo Verde, depois de estarmos literalmente enjoados da comida que nos era oferecida nos restaurantes locais e no próprio hotel onde estávamos alojados, que não passava de atum fresco com tudo e tudo com atum fresco, lá descobrimos um hotel italiano e decidimos ir “tirar a barriga de misérias” ao restaurante.

 

Ao pedir ao Chefe de mesa um esparguete à bolonhesa, que constava na lista, este informou-me que não tinham no momento. Perguntei, algo indignada, se não o poderiam confeccionar uma vez a sua preparação ser tão rápida. Retorquiu, com uma pose muito “snob” que um verdadeiro saghetti bolognese demoraria muito tempo a ser cozinhado pelo que não podia ter lugar nessa refeição.

 

Fiquei irritadíssima com o pretensiosismo do senhor, atribuindo a sua justificação a má vontade e, desde então, sempre que como esse prato, lembro-me desse episódio.

 

Quando, há dias, me foi ensinado como se faz, de facto, este prato italiano, pedi, mentalmente, desculpa ao senhor de Cabo Verde por ter feito juízos injustos acerca da sua atitude.

 

O que preparar:

 

  1. 1 cebola
  2. 1 cenora;
  3. 1 talo de aipo;
  4. 1 dl de azeite;
  5. 1 colher de sopa de manteiga;
  6. 0,5Kg de carne picada (metade vaca e metade porco);
  7. 700g de tomate passado em lata;
  8. 1 dl de vinho branco;
  9. 1 dl de água;
  10. 1 folha de loureiro;
  11. Noz moscada a gosto;
  12. Queijo parmesão a gosto.

 

Como preparar:

 

Partir a cebola, a cenoura e o aipo em cubos e levar ao lume com o azeite e a manteiga. Temperar de sal e pimenta e deixar cozer em lume muito brando não deixando nunca fritar durante 30’. Ao fim deste tempo, juntar a carne picada esmagando com um garfo de madeira. Juntar o vinho branco, o tomate passado, a água e, finalmente mas muito importante, a folha de loureiro.

 

A partir daqui, mexer e deixar depois cozinhar muito lentamente, nunca deixando fritar, dirante 2,5h. a carne e o molho fundem-se de tal forma que se transforma num creme.

 

Ao fim desse tempo, juntar a noz moscada e rectificar os temperos de sal e pimenta.

 

Cozer a pasta em água temperada com sal e escorrer bem quando cozida. Deitá-la numa taça de ir à mesa e polvilhar com queijo parmesão. Deitar o molho de carne por cima e polvilhar novamente com queijo parmesão.

 

Realmente, não tem nada a ver com o esparguete à bolonhesa que estava habituada a comer!

 

Cremoso, suave e muito, mesmo muito saboroso. Mesmo italiano, como eu gosto!

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 08:00
03
Abr
12

Estas almôndegas recheadas, apesar de serem um pouco trabalhosas resultam num prato muito agradável. Podem ser preparadas com antecedência congelando-as depois de panadas. São deliciosas.

 

O que preparar:

 

  1. 250g de arroz arbóreo que é o que se usa para fazer risotto;
  2. 1l de caldo de galinha (poderá ser feito com a dissolução de um cubo em 1 l de água);
  3. 1 cebola;
  4. 0,5 dl de azeite;
  5. 1 dl de vinho branco;
  6. Sal e pimenta a gosto;
  7. 2 ovos;
  8. 100g de queijo parmesão ralado;
  9. 250g de carne picada;
  10. 1 colher de mostarda;
  11. 2 dentes de alho;
  12. 1 tomate firme ;
  13. 1 cebola;
  14. 1 cenoura pequena;
  15. 50g de ervilhas;
  16. 100g de queijo mozzarella fresco;
  17. Sal e pimenta a gosto.

 

Como preparar:

 

Começar por preparar o risotto. Picar uma cebola e levar a alourar no azeite. Temperar de sal e pimenta.Deitar o arroz e deixar fritar. Quando as pontas dos bagos de arroz começarem a ficar mais claras, está pronto para o passo seguinte. Deitar o vinho branco e deixar o arroz absorvê-lo, mexendo sempre. Entretanto, ter ao lado da caçarola onde se está a preparar o risotto, uma panela com o caldo de galinha em lume brando para estar sempre fervente. A partir daqui é uma questão de paciência. Ir juntando ao arroz 2 conchas de caldo e deixar absorver completamente. Ir repetindo a operação, não deixando de mexer, até o arroz estar bem cozido, cremoso, mas sem estar a desfazer-se. Quando estiver pronto, reservar.

 

Nesta altura, deve-se colocar numa taça a carne picada e temperá-la de sal e pimenta. Juntar uma cebola picada, a cenoura cortada em cubos pequeninos, a colher de mostarda, os dentes de alho ralados. Mexes bem com as mãos até ficar uniforme. Juntar as ervilhas e o queijo mozzarela partido em cubos pequenos. Misturar cuidadosamente com as mão e reservar.

 

Quando o arroz estiver esfriado, misturar 2 ovos e o queijo parmesão ralado. Mexer bem até o arroz ficar pegajoso.

 

Preparar 1 taça com farinha, outra com ovo batido temperado de sal e pimenta e misturado com 2 colheres de sopa de parmesão e a terceira taça com pão ralado ( eu ralei pão com uma casca de limão, 50g de queijo parmesão e salsa).

 

Colocar uma porção de arroz na mão esquerda com esta em concha. Fazer uma concavidade e nesta colocar uma colher de sobremesa de carne picada e temperada. Fazer o possível por colocar em cada porção de carne 1 ou 2 ervilhas e pelo menos um quadrado de mozzarella. “Fechar a bola de molde a que a carne fique envolvida no arroz. As bolinhas deverão ficar um pouco maiores que uma bola de golfe.

 

Passar as bolas por farinha, ovo e pão ralado e ir colocando numa grade. Quando esta operação estiver concluída, podem optar por fritar as almôndegas ou levá-las ao forno quente na grande onde estão depositadas para alourarem por igual. Eu optei por colocá-las no forno pois é mais saudável .

 

Ficam excelente acompanhadas com uma boa salada. São também óptimas para um picnik.

 

Mãos à obra.

 

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publicado por Maria às 08:00
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