Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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24
Mai
12

Ao longo de cerca de 5 ou 6 anos, o nosso almoço de sábado era realizado em família numa brasserie ali no Chiado, junto à Praça Camões, chamada La Brasserie de L’Entrecôte. Este restaurante inicialmente de proprietários belgas era de grande excelência quer na sala de refeição, quer no pessoal que servia quer no entrecôte servido com um molho de mostarda e ervas acompanhado com uma batatas fritas excepcionais. Serviam como entrada uma salada de folhas de alface com um molho de iogurte salpicada de nozes que era de uma singeleza sem par. As sobremesas eram várias, qualquer delas se poderia pedir sem arrependimentos.

 

Acontece porém que este espaço foi comprado pela Portugália, esta expandiu o restaurante noutros espaços como em Cascais, no Parque das Nações e na Foz do Porto e a qualidade começou a decrescer a pique. A salada começou a ser servida com uma mistura de rúcula e quase sem molho disposta no prato de uma forma negligente e grosseira, o entrecôte raramente é tenro como outrora, o molho reaquecido e as sobremesas foram alteradas de tal forma que a alusão às originais era só feita pelo nome em comum. E foi assim que deixámos de frequentar o nosso restaurante dos sábados que tanto gostávamos e que era conhecido entre nós pelo “batata carne” pois era assim que o meu fifi mais novo se lhe referia pois não conseguia pronunciar o nome francês.

 

Em nome dos velhos tempos e para recordar um restaurante que tantos gostámos e onde passámos momentos em família tão agradáveis, hoje trago a sobremesa que os meus filhos mais pediam. Fiz várias experiências e julgo que esta combinação é a que mais se aproxima do doce que eles tanto gostavam.Espero que os que agora estão longe apreciem e que matem as saudades ao saborear tão gostosa e fresca sobremesa.

 

O que preparar:

 

  1. 400g de morangos:
  2. ½ cálice de vinho do Porto;
  3. 2 colheres de sopa de sumo de limão;
  4. 2 colheres de sopa de açúcar;
  5. 2 colheres de sopa de açúcar gelificante.
  6. Sorvete de baunilha;
  7. 5 folhas de menta e mais algumas para enfeitar.

 

Como preparar:

 

No copo da Bimby, colocar os açúcares, o vinho do Porto, as folhas de menta e o sumo de limão e marcar 8’, veloc. 2, temp. 90. Ao fim deste tempo, juntar os morangos e marcar 10’, veloc. 2 temp. varoma. No final, marcar 25’’ na veloc 6.

 

Caso se faça da forma tradicional, os passos são os mesmos, sendo que o tempo para os líquidos estarem ao lume sobre para 15’ e o tempo do preparado estar ao lume já com os morangos mantêm-se. No final, triturar com varinha mágica.

 

Levar ao frigorífico e, quando estiver bem frio, servir em taças, com uma bola de sorvete e uma folhina de menta e enfeitar.

 

Mãos à obra.

 

 

 

Com esta receita participo no desafio do Fórum Bimby, cujo tema deste mês são os morangos.

 

 

 

publicado por Maria às 08:00
15
Mai
12

Uma sobremesa muito fresca, vistosa e muito, muito boa. É muito fácil de preparar sendo que o único óbice é o facto de termos de ter alguma habilidade e paciência para cozer as placas de suspiro. Mas vale bem a pena esse pequeno esforço, acreditem.

O que preparar:

 

  1. 6 claras;
  2. 350g de açúcar em pó e mais algum para polvilhar;
  3. 0,5 Kg de morangos;
  4. 200ml de natas frescas;
  5. Óleo vegetal e papel vegetal qb.

 

 

 

Como preparar:

 

No copo da Bimby bem limpo e seco, e com a borboleta colocada, bater as claras em castelo firme e, quando formarem “picos”, deitar 4 colheres de sopa de açúcar em pó, continuando a bater até ficarem bem seguras e brilhantes ( normalmente faz-se drante 6' com a velocidade 3). Não colocar o copo medidor para entrar ar e as claras crescerem melhor.Misturar o restante açúcar em pó, mas desta feita, misturar com uma espátula de baixo para cima. Quem não tiver Bimby, poderá executar esta operação nma batedeira o mesmo à mão.

 

Untar papel vegetal, ao de leve, com óleo e polvilhar com açúcar em pó. Com um saco de pasteleiro, formar 3 rodelas com formato de pratos, sendo que uma deverá ser pequena, outra média e a outra grande. Fazer em volta um rebordo com biquinhos. Guardar um pouco de merengue ( umas 6 colheres de sopa). para misturar com o chantily que será feito com as natas frescas.

 

Levar as rodelas ao forno, que deverá estar com a temperatura muito baixa ( nunca superior a 70ºC). A função da ventoinha deverá estar desligada.

 

Deverá cozer em cerca de 1h30 mas poderá confirmar-se ao toque. Se estiverem sólidos, estão prontos.  Deixar arrefecer dentro do forno e depois, retirá-los com muito cuidado do papel vegetal.

 

Entretanto, bater as natas frescas juntando umas gotas de limão e 2 colheres de sopa de açúcar durante 2' na velocidade 4 se trabalhar na Bimby, ou até formar chatilly se se trabalhar com abtedeira ou se se bater à mão, até formar chantily. Misturar com o merengue reservado, com cuidado e sempre de baixo para cima.

 

Finalmente, montar o doce da seguinte forma:

 

Colocar sobre m prato a base maior do suspiro. Barrar abundantemente com chantily e dispor pos cima morangos lavados e cortados em quartos.

 

Colocar por cima a base média e proceder da mesma forma com o chantily e morangos. Finalmente, colocar a base mais pequena, barrar com chantily e decorar com morangos.

 

Levar ao frigorífico e servir bem fresco.

 

Mãos à obra. 

publicado por Maria às 08:00
08
Mai
12

Simplicidade...Felicidade...
Ser como as rosas, o céu sem fim,
a árvore, o rio...Por que não há de
ser toda gente também assim?

Ser como as rosas: bocas vermelhas
que não disseram nunca a ninguém
que têm perfumes...Mas as abelhas
E os homens sabem o que elas têm!

Ser como o espaço que é azul de longe,
de perto é nada...Mas quem vê
- árvores, aves, olhos de monge... –
busca-o sem mesmo saber por quê.

Ser como o rio cheio de graça,
que move o moinho, dá vida ao lar,
fecunda as terras...E, rindo, passa,
despretensioso, sempre a cantar,

Ou ser como a árvore: aos lavradores
Dá lenha e fruto, dá sombra e paz;
Dá ninho às aves; ao inseto flores...
Mas nada sabe do bem que faz.

Felicidade – sonho sombrio!
Feliz é o simples que sabe ser
Como o ar, as rosas, a árvore, o rio:
Simples, mas simples sem o saber! 

(Guilherme de Almeida)

O que preparar:

  1. 200g de morangos;
  2. 100g de melancia;
  3. 5 folhas de hortelã;
  4. Sumo de ½ limão;
  5. 2 colheres de chá de açúcar.

Como preparar:

Tirar os pés aos morangos, lavá-los e parti-los ao meio caso sejam grandes. Retirar a casca da melancia, as pevides, e parti-la em cubos.  Juntar ambas as frutas numa tigela.

Misturar o sumo do limão, o açúcar e as folhas de hortelã picadinhas. Deitar este preparado fpro cima da fruta e levar ao frigorífico, deixando marinar durante pelo menos 1 hora.

Servir simples regada com o molho e, se apetecer, acompanhada com uma bola de sorvete.

Simples, linda e muito fresca esta sobremesa apropriada para os dias quentes que se aproximam.

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 08:00
02
Abr
12

Zabaione ou Zabaglione é uma sobremesa italiana que consiste, como poderão constatar, em gemas de ovo batidas com açúcar e um vinho doce, vinho Marsala.

 

A arte de preparar esta sobremesa era conhecida pelos cozinheiros que acompanharam Catarina de Médicis aquando da sua ida para França para casar com o futuro rei, Henrique de Orléans.

 

Os cozinheiros franceses  aprenderam assim, naquela época, a confeccionar, entre outras, esta sobremesa italiana, conhecida por  entre os franceses por sabayon.

 

Eu decidi acompanhar com uns morangos numa calda.

 

O que preparar:

 

  1. 250g de morangos;
  2. 100g de açúcar;
  3. 100ml de vinho Marsala ( usei vinho do Porto);
  4. 4 gemas;
  5. 100g de açúcar;
  6. 1 cálice de vinho Marsala ( usei vinho do Porto).

 

Como preparar:

 

Cortar os morangos em quartos e levá-los ao lume juntamente com 100g de açúcar e 100ml de vinho do Porto. Deixar ferver em lume branco até se formar uma calda grossa e os morangos estarem cozidos, quase a desfazerem-se.

 

Colocar uma panela com água ao lume. Deitar as 4 gemas e os 100g de açúcar numa taça colocando-a sobre a panela com água mas sem emergir a taça. Ir batendo com uma vara de arames as gemas com o açúcar, vigorosamente, até se formar um creme fofo e esbranquiçado. Quando atingir esse ponto, juntar um cálice do molho dos morangos e um cálice de vinho do Porto, continuando a bater até incorporar.

 

Quando arrefecerem quer os morangos, quer o zabaione, deitar numa taça uma colher de morangos com calda, deitar por cima zabaione e enfeitar com morangos. Fica muito bom quando acompanhado com bolachas tipo “língua de veado”

 

Mãos à obra

 

publicado por Maria às 08:00
17
Mar
12

Esta receita foi-me gentilmente cedida para a participação no desafio lançado no blog Arco Irís na Cozinha intitulado uma receita para ti. Gostei muito de participar. Obrigada Miss B

O que preparar:

 

  1. 250g de queijo mascapone;
  2. 250g de creme custard;
  3. 250 g de morangos e mirtulos ( a receita manda framboesa;
  4. 1 colher de chá de xarope de elderflower;
  5. Pão de ló ou outro bolo fofo ( 1 fatia por taça)
  6. 1 colher de sopa de licor de cereja por cada copo ( introduzi este ingrediente).

 

Como preparar:

 

Bater o queijo mascapone com o creme até uniformizar. Guardar alguma fruta inteira para decoração e reduzir a restante a puré juntamente com a colher de xarope.

 

Colocar uma fatia de bolo partida em pedaços no fundo de cada taça e calcar salpicando depois com uma colher de licor. Colocar uma colherada de creme de queijo e custard, uma colherada de puré de fruta e assim sucessivamente terminando com o creme queijo e custard. Decorar o topo com fruta inteira. Servir fresco.

 

A receita original não incluia a junção do licor e mandava que a fruta fosse framboesas. Juntei o licor pois achei que humedecendo o bolo com um pouco de bebica alcoolica enriqueceria o doce. Substitui as franboesas por morangos e mirtilos pois, apesar de gostar mais de framboesas, tenho morangos em abundância na minha cozinha. 

Apesar de ser uma sobremesa fresca e vistosa, não fiquei rendida pois achei-a um pouco enjoativa. O meu fifi guloso gostou imenso. Uma sobremesa aprovada mas não adorada.

 

O xarope elderflower foi comprado, há tempos atrás, no Ikea. É normalmente usado para refrescos não alcoólicos ou em chás.

 

publicado por Maria às 08:00
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