Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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20
Jun
12

Saté é um prato originário da Indonésia sendo também muito popular noutros países do Sudoeste Asiático.

As receitas variam muito de país para país mas pode-se dizer que é essencialmente pedaços de carne enfiados num pau de bambu, grelhados sobre as brasas e usando diversos temperos estando, porém sempre presente a curcuma, o que confere um amarelo exótico. Geralmente é regado com molho de amendoim. 

A receita que trago hoje e que é a mais apreciada cá em casa foi extraída do livro base “Le Cordon Bleu”, a minha Bíblia culinária.

 

O que preparar:

  1. 4 peitos de frango limpos cortados contra o veio em tiras;  
  2. 1 cebola pequena ralada;      
  3. 2 dentes de alho ralados;
  4. 2 colheres (sopa) de molho de soja;
  5. 2 colheres (sopa) de óleo vegetal;
  6. 2 colheres (chá) de açúcar;
  7. 1 colher (sopa) de coentros frescos picados;
  8. 1 colher (chá) de açafrão;
  9. molho de amendoim, para servir.

 

Como preparar:

O segredo de um delicioso saté de frango é torcer as tiras nos espetos, sem grelhar demasiado, para não ressecar. Portanto, deve-se espetar a extremidade de cada tira no pau de bambu, enrolar à volta deste em forma helicoidal e espetar novamente a outra extremidade. Fazer isto por cada tira de frango. Mas, antes de efectuar esta operação, deve-se:

Misturar as tiras com cebola, alho, molho de soja, óleo, açúcar, coentro e açafrão. Cubrir e deixe marinar no frigorífico de noite.

Enfiar as tiras nos espetos de bambu, que ficaram de molho, e grelhar ou assar na churrasqueira por apenas 5 minutos, virando-os várias vezes e pincelando com a marinada. Sirvir quentes, acompanhados de molho de amendoim.

O molho de amendoim faz-se misturando 100g de amendoim triturado com 1 colher de sopa  pasta de curry vermelha (à venda em qualquer supermercado), 3 colheres de de sopa leite de coco, 2 colheres de sopa de azeite e umas pingas de limão; leva-se esta mistura ao lume durante cerca de 5' e já está. Pessoalmente dispenso este molho pois a carne fica tão saborosa e suave que acho que não necessita de mais nada. Porém, cá em casa há quem aprecie muito regar os satés com o molho de amendoim e, por isso, deixo aqui a forma como o faço.

 

Mãos à obra e espero que gostem. 

publicado por Maria às 08:00
21
Mai
12

Este é sem dúvida alguma o meu prato de pasta favorito. Comi-o em Cinque Terre, e não descansei enquanto não aprendi a fazê-lo. Tenho a certeza que devo ser tão persistente que as pessoas só para se livrarem de mim, contam-me tudo o que pretendo; até o pequeno segredo deste molho que o torna fantasticamente delicioso e que faz toda a diferença.

 

Como em culinário não consigo guardar segredos, venho partilhá-lo convosco.

 

Dou-lhe o nome que vinha na lista do restaurante onde comi, apesar de eu não juntar o vodka. Acho que não faz falta e o organismo agradece.

 

Ora vejam:

 

O que preparar:

 

  1. 400g de rigatoni ( é esta massa que se vê na foto);
  2. 1 cebola;
  3. 2 dentes de alho;
  4. 1 colher de sopa de açúcar, mal cheia;
  5. 1 lata de tomate picado; (400g)
  6. 1 pacote de natas (200ml);
  7. 4 fatias de presunto que poderá ser fiambre ou mortadela;
  8. 0,5 dl de azeite;
  9. Folhas de mangericão;
  10. Queijo parmesão;
  11. Sal e pimenta a gosto.

 

Como preparar:

 

Partir o presunto em bocadinhos e reservar. Descascar a cebola e cortá-la em rodelas finas. Levar a aquecer numa frigideira o azeite e juntar a cebola. Passado 1’ juntar os alhos ralados. Saltear um pouco e juntar o presunto e deixar saltear um pouco mais. Temperar de sal, pimenta e com o açúcar. Juntar a lata de tomate, mexer e deixar cozinhar cerca de 20’.

 

Entretanto, numa panela bem temperada de sal (como o oceano) levar a cozer o rigatoni cerca de 8’. Escorrer bem e reservar.

 

Bater as natas até ficarem firmes (é este o segredo) e juntá-las ao preparado de tomate que está ao lume. Mexer até as natas serem incorporadas, o que demora um pouco. Quando o molho estiver uniforme, deitá-lo sobre a massa. Salpicar com folhas de manjericão fresco e polvilhar generosamente com parmesão ralado no momento.

 

Servir de imediato. Deliciem-se…

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 08:00
03
Mai
12

Lembram-se da receita de pizza que me foi deixada  por Alfredo di Lelio debaixo de um guardanapo usado?

 

Tal como vos havia prometido, venho partilhar a receita e, acreditem, ao comerem esta massa com este molho de tomate, sentir-se-ão numa pizzeria em Roma ao som do "Sole Mio".

 

Para a massa:

 

O que preparar:

 

  1. 650g de farinha de trigo;
  2. ¾ de colher de chá de fermento activo;
  3. 1,5 colher de chá de sal;
  4. 3,5 dl de água morna;
  5. 2 colheres de sopa de azeite

 

Como preparar:

 

Colocar os ingredientes na taça da batedeira, colocar o gancho naquela e bater até formar uma bola em volta do gancho.

 

Colocar a massa na bancada enfarinhada e amassar a massa sobre si, até adensar.

 

Untar uma taça com azeite, colocar a massa também esta untada com azeite. Deixar levedar cerca de 1 hora, coberta com um pano húmido.

 

Polvilhar um tabuleiro com farinha de milho. Formar 3 bolas com a massa levedada e colocá-las no tabuleiro.  Deixar levedar, novamente, durante cerca de 45’.

 

A massa nesta altura está leve, elástica, podendo-se moldar as bases com as mãos, ou seja, ir calcando entre os dedos e a palma as mãos a extremidade, com a amssa pendurada, andando com esta à roda, pendurada, até formar bases redondas. Em alternativa, pode-se usar o rolo de massa , esticando-a até ter +/- 25cm de diâmetro. Colocar as bases em formas próprias, ou em bases de pedra ou, se não houver, simplesmente em tabuleiros. 

 

Para o molho de tomate:

 

O que preparar:

 

  1. 1 lata de tomate pelado de 400g;
  2. 1 pacote de açúcar, dos pequeninos para o café, de 11g;
  3. 1 colher de chá de sal;
  4. 50g de parmesão ralado;
  5. 2 dentes de alho ralados.

 

Como preparar:

 

Passar o tomate num passe-vite ( nunca num liquidificador). Se não tiver passe-vite, esmagar com um esmagador de batatas.

 

Temperar com o açúcar, o alho ralado, o sal e o parmesão. Está pronto a ser usado.

 

 Estas são as duas coisas essenciais para uma boa pizza.

 

 

A partir destas duas coisas, podemos fazer pizzas salgadas ou doces, conforme a nossa imaginação ou gosto.

 

 

Até porque afinal, o segredo está na massa.

 

É importante a temperatura do forno ( 200ºC) e o tempo de confecção ( 7 a 10’, nunca mais).

A que apresento hoje foi recheada com mozzarella ralado, tomate cereja, azeitonas, fiambre, rodelas de banana, ovo cozido e orégãos secos, regada com um fio de óleo vegetal. Tudo sobre a massa coberta com uma concha de molho de tomate.

Mais tarde trarei outros recheios como o da pizza Margherita que é das mais simples e a minha favorita.

 

Mãos à obra.

 

 

publicado por Maria às 08:00
14
Abr
12

Não me atreveria a trazer-vos esta receita não fora o caso de ter aprendido, há muito pouco tempo, com um Chef italiano que teve a amabilidade de me ensinar “tim tim por tim tim” como se faz o verdadeiro “esparguete à bolonhesa”.

 

Fiquei espantada quando verifiquei que nada tem a ver com a receita que eu sempre fiz, que é rápida, frita-se tudo, junta-se ao esparguete e, já está.

 

Aliás, há uns anos atrás, aquando de umas férias que passei na Ilha do Sal, em Cabo Verde, depois de estarmos literalmente enjoados da comida que nos era oferecida nos restaurantes locais e no próprio hotel onde estávamos alojados, que não passava de atum fresco com tudo e tudo com atum fresco, lá descobrimos um hotel italiano e decidimos ir “tirar a barriga de misérias” ao restaurante.

 

Ao pedir ao Chefe de mesa um esparguete à bolonhesa, que constava na lista, este informou-me que não tinham no momento. Perguntei, algo indignada, se não o poderiam confeccionar uma vez a sua preparação ser tão rápida. Retorquiu, com uma pose muito “snob” que um verdadeiro saghetti bolognese demoraria muito tempo a ser cozinhado pelo que não podia ter lugar nessa refeição.

 

Fiquei irritadíssima com o pretensiosismo do senhor, atribuindo a sua justificação a má vontade e, desde então, sempre que como esse prato, lembro-me desse episódio.

 

Quando, há dias, me foi ensinado como se faz, de facto, este prato italiano, pedi, mentalmente, desculpa ao senhor de Cabo Verde por ter feito juízos injustos acerca da sua atitude.

 

O que preparar:

 

  1. 1 cebola
  2. 1 cenora;
  3. 1 talo de aipo;
  4. 1 dl de azeite;
  5. 1 colher de sopa de manteiga;
  6. 0,5Kg de carne picada (metade vaca e metade porco);
  7. 700g de tomate passado em lata;
  8. 1 dl de vinho branco;
  9. 1 dl de água;
  10. 1 folha de loureiro;
  11. Noz moscada a gosto;
  12. Queijo parmesão a gosto.

 

Como preparar:

 

Partir a cebola, a cenoura e o aipo em cubos e levar ao lume com o azeite e a manteiga. Temperar de sal e pimenta e deixar cozer em lume muito brando não deixando nunca fritar durante 30’. Ao fim deste tempo, juntar a carne picada esmagando com um garfo de madeira. Juntar o vinho branco, o tomate passado, a água e, finalmente mas muito importante, a folha de loureiro.

 

A partir daqui, mexer e deixar depois cozinhar muito lentamente, nunca deixando fritar, dirante 2,5h. a carne e o molho fundem-se de tal forma que se transforma num creme.

 

Ao fim desse tempo, juntar a noz moscada e rectificar os temperos de sal e pimenta.

 

Cozer a pasta em água temperada com sal e escorrer bem quando cozida. Deitá-la numa taça de ir à mesa e polvilhar com queijo parmesão. Deitar o molho de carne por cima e polvilhar novamente com queijo parmesão.

 

Realmente, não tem nada a ver com o esparguete à bolonhesa que estava habituada a comer!

 

Cremoso, suave e muito, mesmo muito saboroso. Mesmo italiano, como eu gosto!

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 08:00
22
Mar
12

Prato que faço com alguma regularidade pois, para além de ser muito saboroso, o camarão  utilizado é aproveitado até à exaustão porque, com o miolo faço esta receita e com as cascas e cabeças faço esta.

 

Tenho por hábito comprar o camarão inteiro, congelado tamanho 30/40 ( significa que cada Kg tem entre 30 a 40 camarões). Sai praticamente ao mesmo preço que uma embalagem de miolo sendo que neste caso, quando descongelados ficam com metade do tamanho que aparentavam ter, inicialmente. Incomoda-me ser enganada!

 

O que preparar:

 

  1. 0,5 Kg de camarão congelado 30/40;
  2. 50g de manteiga;
  3. 0,5dl de azeite;
  4. 3 dentes de alho;
  5. 1 chávena de queijo romano ( pode ser feta);
  6. 1 colher de sopa de pão ralado;
  7. Orégãos frescos a gosto;
  8. ½ chávena de sumo de limão;
  9. 150g de linguini;
  10. Sal e pimenta a gosto.

 

Como preparar:

 

Descascar os camarões e retirar-lhes a cabeça com eles ainda meiocongelados pois assim, esta operação torna-se mais fácil. Dar um corte ao longo do dorso e retirar-lhes um filamento preto que pode ser tóxico – tripa.

 

Numa panela com bastante água com sal, cozer o linguini.

 

Numa frigideira, colocar a manteiga e o azeite pois este impede que a manteiga queime. juntar os alhos ralados e deixar o aroma “abrir”. Juntar os camarões e deixar fritar juntando sal, bastante pimenta preta acabada de moer e folhas de orégãos frescos, picadas. Quando o camarão começar a ficar com uma cor avermelhada, juntar o queijo , 1 colher de pão ralado, mexendo. Juntar finalmente o sumo de limão, mexer e apagar o lume.

 

Escorrer o linguini e verter por cima os camarões e o molho que se formou.

 

Servir com queijo romano desfeito entre os dedos e folhinhas de orégãos frescos.

 

Mãos à obra. 

 

publicado por Maria às 08:00
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