Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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Os amigos sao para as ocasioes. Sempre acreditei nisso desde que me entendo.

Nesta fase tao complicada que atravessei, nao so acreditei como constactei. E, o que me reconfortou mais foi o facto de, por vezes, nem ser necessario conhecermos, fisicamente, esses amigos. Mas, apesar disso, eles estiveram la, quando mais precisei; com palavras de conforto, alento e a dizerem-me que sentiram a minha falta. Que forca que isso me deu...

Muito obrigada a todos os que me ofereceram o ombro. Essas coisas nao se esquecem e marcam-nos profundamente. Porque, afinal, os amigos sao mesmo para as ocasioes.

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No dia 21 de Setembro, fara um ano que fiz a primeira publicacao num blog de culinaria. Nunca me arrependi. Pelo contrario; cada vez me sinto mais impelida a partilhar as minhas modestas experiencias, com todo o entusiasmo que,a quem me visita merece. Conheci tantas pessoas fantasticas, entre elas os tais amigos a que me refiro inicialmente. E uma experiencia sem rival e so percebe do que falo quem anda nestas lides.

Como sabem, o proposito principal da criacao do blog foi ajudar os meus "pequeninos" a comerem de uma forma variada e saudavel, com a comida caseira da mae nao sentindo, dessa forma, tantas saudades de casa.

Temo vir a ter algumas dificuldades em cozinhar e publicar as receitas aprovadas ca em casa nas proximas 2 a 3 semanas, pois ainda estamos em rescaldo e ha quem ainda precise da minha atencao, carinho e muito amor.

Porem, gostaria que o primeiro aniversario da Oficinas das Papitas nao passasse em branco e fosse festejado com todos os meus amigos. Nesse sentido, e para nao sentir tantas saudades vossas, queria pedir-vos a vossa participacao para a festa que decorrera dia 21.

Ficaria pois encantada se pudessem confecionar uma receita dentro do espirito deste blog, ou seja, uma receita simples, rapida e se possivel economica, que ajudasse os meus filhos a nao sentir tanto a ausencia na mae na cozinha. Posso contar convosco?

Poderao mandar o link para os comentarios deste post, caso tenham blog. Caso contrario, podera ser enviada para o e-mail. O ideal seriam receitas com foto.

No dia 21 de Setembro, conto estar de volta. Nesse dia, publicarei todas as receitas que me forem enviadas e faremos um brinde a todos os momentos bons que, com a vossa ajuda, este blog passou.

As vossas publicacoes deverao ser feitas ate 20 de Setembro. No dia 21 postarei aqui todas as delicias que publicarem ate la nos vossos blogs com o respectivo link para os comentarios deste post ou, em alternativa, que me forem enviadas para o e-mail papitas-para-fifis@hotmail.com.

Ate la.

 

publicado por Maria às 17:51
08
Abr
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publicado por Maria às 08:00
05
Fev
12

Tempo frio, caldos quentes.

 

Este creme é muito suave e muito agradável. Económico, é também uma das suas qualidades.

 

 

 

O que preparar:

 

  1. 0,5 Kg de batatas descascadas e partidas em cubos;
  2. 1 couve flor;
  3. 50g de manteiga;
  4. 1 cebola;
  5. 1,5l de caldo de legumes.

 

Como preparar:

 

Lavar bem a couve flor e separar os talos das “pontinhas”. Descascar as batatas e partir em cubos.

 

Picar a cebola e levá-la ao lume juntamente com a manteiga, sem deixar alourar. Juntar os talos da couve flor, bem como as batatas. Mexer e juntar o caldo. Deixar levantar fervura e deixar cozer os legumes. Quando estiverem cozidos, triturar bem até ficar com uma consistência cremosa. Temperar com sal.

 

Entretanto, levar ao lume, num tachinho, as pontinhas dos talos juntamente com uma colher de manteiga e o mínimo possível de água. Deixar cozinhar cerca de 8’ em lume brando. Verter para o creme.

 

Servir quente.

 

Mãos à obra.

 

Entretanto,queria deixar aqui um apontamento,no sentido de esclarecer a minha posição acerca do novo acordo ortográfico.

Algumas pessoas têm-me abordado com estranheza por eu não o ter adoptado.

 

Transcrevo a seguir algumas partes de um  artigo do Miguel Esteves Cardoso (MEC), datado de 1986, e acerca de um acordo ortográfico de então que, não obstante terem piada, não deixam de fazer todo o sentido. Faço das suas palavras, as minhas palavras.

E mais não digo.


"Dantes, cada país exercia o direito inalienável de escrever a língua portuguesa como queria. As variações ortográficas tinham graça e ajudavam a estabelecer a identidade cultural de cada país. Agora, com o Acordo Tortográfico, a diferença está em serem os Portugueses a escreverem como todos os outros países querem."
"Os Portugueses, no fundo, assinaram um Pacto Ortográfico que soube a Pato. Ninguém imagina os Espanhóis, os Franceses ou os Ingleses a lançarem-se em acordos tortográficos, a torto e a direito, como os Portugueses. Cada país – seja Timor, seja o Brasil, seja Portugal – tem o direito e o dever de deixar desenvolver um idioma próprio, Portugal já tem uma língua e uma ortografia próprias. Há já bastante tempo. O Brasil, por sua vez, tem conseguido criar um idioma de base portuguesa que é riquíssimo e que se acrescenta ao nosso. Os países africanos que foram colónias nossas avançam pelo mesmo caminho. Tentar «uniformizar» a ortografia, em culturas tão diversas, por decretos aleatórios que ousam passar por cima dos misteriosos mecanismos da língua, traduz um insuportável colonialismo às avessas, um imperialismo envergonhado e bajulador que não dignifica nenhuma das várias pátrias envolvidas. É uma subtracção totalitária."
"A ortografia brasileira tem a sua razão de ser, e a sua identidade própria. Quando lemos um livro brasileiro, desde um «Pato Donald» ao Guimarães Rosa, essas variações são perfeitamente compreensíveis. Até achamos graça, como os Brasileiros acham graça à nossa. Tentar «uniformizar» artificialmente a ortografia, para além das bases mínimas da Convenção de 1945, é da mesma ordem de estupidez que pretender que todos aqueles que falam português falem com a pronúncia de Celorico ou de Salvador da Bahia. É ridículo, é anticultural e é humilhante para todos nós. Se não tivessem já gozado, era caso para mandá-los gozar com o Camões."
"As línguas são indissociáveis das culturas e das histórias nacionais, e elas são diferentes em todos os países que hoje falam português à maneira deles. A maneira deles é a maneira deles, e a nossa é a nossa. A única diferença é que Portugal já há muito achou a sua própria maneira, tanto mais que a pôde ensinar a outros povos, e é um ultraje e um desrespeito pretender que passemos a escrever como os Moçambicanos ou como os Brasileiros. Eles são países novinhos. Nós somos velhinhos. E não faz sentido ensinar os velhinhos a dizer gugudadá, só para que possam «falar a mesma língua» que as criancinhas."
"Dizem que é «mais conveniente». Mais conveniente ainda era falarmos todos inglês, que dá muito mais jeito. Ou esperanto. Dizem que a informática não tem acentos. É mentira. Basta um esforçozinho de nada, como já provaram os Franceses e já vão provando alguns programadores portugueses. Dizem que é mais racional. Mas não é racional andar a brincar com coisas sérias. A nossa língua e a nossa ortografia são das poucas coisas realmente sérias que Portugal ainda tem. É irracional querer misturar a política da língua com a língua da política.
O que vale é que, neste mesmo momento, muitos Portugueses – escritores, jornalistas e outros utentes da nossa língua – estão a organizar-se para combater esta inestética monstruosidade. Que graça tinha se se fizesse um Acordo Ortográfico e nenhum português, brasileiro ou cabo-verdiano o obedecesse. Isso sim, seria um acordo inteligente. Concordar em discordar é a verdadeira prova de civilização." 

 

 

 

 

 

publicado por Maria às 08:00
31
Dez
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                          anniversaires,boire,boissons,champagne,événements,félicitations,festif,fêtes,flûtes de champagne,occasions spéciales,Réveillon,surprise partie,toasts,trinquer,verres 

 

                                          cheers

 

 

No final de cada ano tenho por hábito fazer um balanço, não do ano que parte, mas de todos os anos que partiram, ao longo minha vida.

É um momento de reflexão em que tomo como ponto de referência a noite da passagem de ano.

Naturalmente, e porque a minha existência já vai longa, há muitas ocasiões que estão soterradas nos escombros da minha memória. Porém há aquelas, julgo que as mais marcantes, que consigo recordar, umas com um doce carinho, outras com um amargo de boca.

Aquela passagem de ano, há muito tempo atrás (quanto tempo, meu Deus) em que numa noite quente africana me foi tirado das mãos, pela minha mãe com uma expressão horrorizada estampada no rosto, precisamente às 12 badaladas, o copo de champanhe com que me propunha celebrar o ano novo; tinha 10 anos e tinha experimentado, às escondidas dos adultos, todas as bebidas alcoólicas que havia na festa, não estando, portanto, em muito bom estado de sobriedade. Chorei ,copiosamente, por não me ter sido interditada a celebração com mais um copito!

Lembro-me também da primeira passagem de ano que passei com o meu marido,  numa discoteca em Cascais ao som da música dos ABBA “happy new year” após um memorável jantar na Casa da Comida.

Lembro-me também daquela em que passei na cama abraçada ao meu primeiro filho acabado de nascer. Senti que de nada mais precisava, pois tinha o maior tesouro que se pode desejar.

Também me lembro das mais tristes como aquela em que foi a última passagem de ano do meu pai em que nem sequer lhe telefonei por falta de tempo (sabe-se lá  que tarefa tão importante me impediu de ter revelado um gesto de carinho ao meu adorado pai).

E também da ultima passagem de ano da minha mãe em que tivemos plena consciência que seria mesmo a última.

 

Momentos de muita alegria e momentos de muita tristeza. Mas a vida é mesmo assim e são estes socalcos seguidos de terra firme, o erguer após o tombo, o sorrir após o choro, os desencontros e reencontros que fizeram de mim o que sou hoje. Nem boa, nem má .Uma pessoa como tantas outras, mas feliz por estar viva.

 

Aos os que me acompanharam ao longo da minha jornada o meu sincero e carinhoso agradecimento.

 

À minha família, marido, filhos e irmãs, o meu muito obrigada por existirem e por estarem sempre ao meu lado quando mais preciso.

 

Aos que têm a paciência para vir espreitar o meu cantinho, o meu sentido agradecimento.

 

A todos, sem excepção, FELIZ ANO NOVO.

 

Bem hajam.

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publicado por Maria às 08:00
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