Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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O gelado que hoje vos trago atrevo-me a dizer que fica muito melhor em textura que os de compra e claro, em sabor, não tem comparação possível.

Aproveitando a fruta da época e com um raminho de poejos ( Mentha), decidi casá-los e o resultado foi divinal. A repetir enquanto houver morangos e alguma alma caridosa me vá oferecendo poejos quando vou ao mercadinho de produtos hortículas.

O que preparar:

  1. 300g de morangos maduros, lavados e sem pedúnculo;
  2. 200 ml de natas + 3 colheres de sopa de açúcar + gotas de sumo de limão;
  3. 3 claras de ovo + 3 colheres de sopa de açúcar;
  4. 3 a 4 folhinhas de poejo ( cuidado com a quantidade a adicionar pois tem um sabor muito predominante sobre qualquer outro ingrediente).

Como preparar:

Triturar os morangos juntamente com as 3 ou 4 folhinhas de poejo. Levar ao lume em banho Maria  ( uma taça dentro de outra com água)uma taça com as claras e o açucar. Retirar do lume quando o açúcar estiver dissolvido. Bater as claras até estas atingirem um ponto firme;

Bater as natas com o açúcar e as gotas de limão até ficarem firmes. Miisturar com os morangos triturados e depois adicionar as claras batidas envolvendo com cuidado até estar uma mistura uniforme.

Deitar na sorveteira e seguir as instruções do fabricante.

Caso não tenha sorveteira, levar o preparado ao congelador e, na primeira 1,5h, mexer com um garfo de 1/2 em 1/2 hora.

Acreditem que é delicioso e fica extremamente cremoso.

Mãos à obra.


A ideia da junção de claras em castelo foi retirada daqui.

publicado por Maria às 20:05
13
Mai
13
Este doce surgiu na sequência de um bolo que não ficou bem do meu agrado ( não te rias, Mena Lopes). Tinha visto aqui há algum tempo uma combinação parecida num vídeo da Nigella Lawson e pus mãos à obra. O resultado foi maravilhoso, acreditem. E faz-se na hora. É claro que um pouco de frigorífico ajuda muito.
O que preparar:
  1. Algumas fatias de um bolo qualquer seco;
  2. 1 pacote de natas frescas ( 200ml);
  3. 2 colheres de sopa de açúcar;
  4. 3 colheres de sopa de marmelade ( penso que resultará igualmente bem com gelatina de laranja em forma de gel, ou seja, diluida em mais água que o habitual);
  5. 4 a 5 colheres de sopa de água;
  6. Raspas de laranja;
  7. Morangos a gosto.

Como preparar:

Partir algumas fatias com cerca de 1cm de um bolo seco que não tenham gostado muito ou que tenha sobrado e esteja já um pouco retardado.

Dispor as fatias num prato e verter por cima uma calda resultante da marmelade que foi diluida em 5 colheres de sopa de água e levada ao lume para liquefazer um pouco. Fazer de modo a que todas as fatias fiquem embebidas na calda.

Bater as natas em chantily, acrescentando 2 colheres de sopa de açúcar e umas gotas de sumo de limão. Deixá-las em chantily mas não muito firmes. Barrar as fatias de bolo.

Arranjar e lavar morangos e dispor por cima, decorando a gosto.

Raspar uma laranja por cima do doce e levar ao frio.

Servir assim ou acompanhado com uma bola de sorvete de morango.

Mãos à obra.


publicado por Maria às 19:59
10
Mar
13

Enquanto não chega a verdadeira época dos morangos aproveito os que se vendem, de estufa e, artificialmente “enormes” , para fazer saladas e bolinhos. A receita que hoje trago é muito simples e agradável. Faz-se num ápice e é uma sobremesa muito agradável, podendo até fazer-se acompanhar por natas batidas ou uma bola de sorvete.

O que preparar:

  1. 150g de farinha de trigo;
  2. 1 colher de chá de fermento em pó;
  3. 150g de açúcar;
  4. 2,5 dl de leite;
  5. 3 ovos;
  6. 0,5 Kg de morangos
  7. Açúcar em pó para polvilhar.

É ainda necessário um pirex que deve ser untado com manteiga.

Como preparar:

Escolher e limpar os morangos, secando-os muito bem.

Misturar o açúcar com a farinha, juntar o fermento. Adicionar o leite em fio, mexendo bem. Adicionar os ovos um a um, mexendo bem em cada adição.

Untar muito bem um pirex com manteiga e verter a massa. Espalhar por cima metade da quantidade de morangos.

Levar ao forno pré aquecido a 180ºC, durante cerca de 40´. A meio da cozedura, espalhar os restantes morangos sobre a massa.

Quando cozido, retirar do forno, desenformar ainda quente e polvilhar com açúcar em pó.

Mãos à obra

publicado por Maria às 13:44
01
Nov
12

Eu, que sou tao apreciadora de cha e que, ainda ha tao pouco tempo fiz marmelade, a real convidada a quem as minhas reverencias tinham de se dirigir teria de ser, sem sombra de duvida, D. Catarina de Braganca.

A felicidade da sua visita aconteceu no dia de Todos os Santos no ano da graca de 2011.

 Quem e sensato , nao da conta a ninguem dos seus assuntos; porem, eu sou tudo menos sensata, e por isso fui vitima de sarcasmos e zombarias. Ninguem, no seu prefeito juizo se lembraria de ousar sequer convidar a sua modesta casa um rainha, mesmo que consorte.  

Mas eu acredito que quando uma pessoamete na cabeca levar a cabo um qualquer projecto e nao se ocupa senao desse assunto, havera de conseguir realiza-lo, sejam quais forem as dificuldades.

Uma hora depois de soar as 15h00, ouvi o ranger dos ferrolhos. Vestida a rigor, com a minha casa preparada para tamanho acontecimento, dirigi-me eu propria a porta de entrada para receber sua Alteza Real.

 

 

 

 

 

 

Uma pessoa tranquila, que depois de ter esbocado um sorriso doce e delicado, me perguntou se me poderia considerar amiga ao que eu acedi, claro, de bom grado.

Sentamo-nos assim, como amigas de longa data, a tomar um cha,  a depenicar pao torrado com marmelade e um bolinho delicioso que preparei para a ocasiao ( nao me ocorreu fazer mais nada).

 

 

 

 

Apos seis horas de conversas trocadas, fiquei a saber um pouco da sua historia. Transcrevo infra, parte dessa historia pois ficou ainda muito, mas muito por contar.

D. Catarina Henriqueta de Braganca, filha de D. Joao IV e D. Luisa de Gusmao, foi Ifanta de Portugal, depois Princesa da Beira e, mais tarde, por ter desposado o Rei D. Carlos II da casa Stuart, foi a Rainha consorte de Inglaterra e Escocia.

D. Catarina não foi uma rainha popular na Inglaterra por ser católica, o que a impediu de ser coroada. Sem posteridade, deixou pelo menos à Inglaterra a geleia de laranja, o hábito de beber chá, além de lá ter introduzido o uso dos talheres e do tabaco. A sua responsabilidade pela introdução do chá é disputada já que já no ano de 1657, Thomas Garraway o vendia na sua loja de café em Londres na Exchange Alley. Isto aconteceu num período em que a East India Company o estava a vender abaixo dos preços dos Holandeses e o anunciava como uma panaceia para a apoplexia, catarro, cólica, tuberculose, tonturas, epilepsia, pedra, letargia, enxaquecas, parálise e vertigem. O hábito de beber chá já existiria, D. Catarina apenas o transformou na "instituição" que hoje conhecemos por "five o'clock tea".

 

 Sem dúvida que o primeiro chá bebido na corte inglesa por D. Catarina de Bragança lhe terá sido enviado de Lisboa vindo da China via Macau, primeiro entreposto comercial entre o Ocidente e o Oriente (desde 1557). Ela não o levou na sua bagagem como aparece escrito em todo o lado, erradamente. 
            Sobre a história do chá uma das primeiras referências encontra-se na obra de Giani Battista Ramusio em Delle Navigationi et Viaggi, 1559 e segundo as enciclopédias britânicas, o chá terá sido introduzido em Inglaterra em 1579 por Christopher Borough depois de uma expedição à Pérsia, mas só se generalizou por volta de 1660. 
            Porque é importante saber a história verdadeira da introdução do chá na corte britânica, procurei textos que  provam que o chá começou a ser bebido, naquela ilha, nas camadas baixas da sociedade, não na camada mais pobre, mas sim por homens e mulheres vendedores de produtos alimentares e outros que se levantavam de madrugada para abastecer a grande cidade. Na ausência de alimentos, bebiam chá, que não passava de água quente, preparada, sem grande cuidado com umas folhas de má qualidade de chá, ou moído, para enganar a fome. 
            A palavra chá entrou na língua portuguesa através «da forma fonética da língua mandarínica e do dialecto de Cantão e passou a várias línguas como o espanhol (arcaico), o grego e línguas eslavas. A palavra «tê» do dialecto Amoy e de Fun-Kien foi adoptado pelas línguas espanhola, francesa, inglesa, alemã e grego moderno (tem as duas formas)». É curioso notar, que ainda hoje, nas camadas populares de certas regiões da Grã Bretanha se diz «tchá», como em Liverpool. 
            A rainha Catarina terá ensinado a preparar o chá e a bebê-lo acompanhado de bolos. E passou a ser preparado em bules de porcelana. Pensa-se que a princesa portuguesa, ou alguma dama da sua comitiva, terá levado para a corte inglesa a receita do doce de laranja, preparado na zona de Vila Viçosa, onde este fruto abunda. A verdade é que o termo «marmalade» é a palavra portuguesa «marmelada», que é confeccionada com marmelo, fruto que não era conhecido em Inglaterra. A «marmalade» inglesa é doce de laranja. A «marmelada» portuguesa entrou em Inglaterra em 1495 «In fact, marmalade did first arrive thus in England from Portugal and before long also from Spain and Italy, where the Portuguese term for the confection was like wise (sic.) adopted». Quanto ao chá eram principalmente os ingleses e holandeses que o comerciavam na Europa. 

 Quando a rainha, embora dócil e serena, «perdia a paciência» com as favoritas do marido, ia para o palácio de Somerset-House, onde passeava muito a pé e fazia por esquecer os desgostos. Estava perto do rio e da capela e essa solidão acalmava-a. Uma das actividades a que D. Catarina de Bragança deu particular atenção foi exercitar-se no tiro ao alvo e viria a ser nomeada protectora da Corporação dos Archeiros de Londres. 

A impressao que esta senhora me causou e inacreditavel.Por mais que faca por isso, a sua bondade, gentileza, candura e simpatia nao me saem da cabeca. Ainda hoje, nos meus momentos de ocio, passo em revista, mentalmente, todos os minutos que passamos juntas naquele que foi um verdadeiro "five o'clock tea". Foi o que fiz hoje e que decidi partilhar convosco. 

 

Tambem partilho convosco a receita do bolinho que servi que foi muito apreciado e, devidamente, elogiado.

O que preparar:

 

  1. 200g de açúcar + um pouco para polvilhar a massa;
  2. Raspa da casca de um limão;
  3. 2 ovos;
  4. ¼ de colher de chá de sal;
  5. 1 colher de chá de extracto de baunilha;
  6. 200g de farinha de trigo;
  7. 100g de manteiga derretida e arrefecida;
  8. 150g de morangos que poderao ser congelados.

 

Como preparar:

 

Pré aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma sem chaminé, ou um tabuleiro ( pequeno).

 

Numa taça misturar o açúcar e a raspa do limão. Juntar os ovos, um de cada vez, mexendo sempre com uma vara de arames e não deixar de mexer até a mistura estar uniforme. Juntar o sal e o extracto. Nesta fase, usar uma espátula ou colher de pau e misturar com cuidado a farinha e, finalmente, a manteiga derretida e arrefecida.

 

Verter a massa para a forma e decorar com os morangos polvilhando depois com o acucar.

 

Levar ao forno durante cerca de 30’. O bolo fica húmido por dentro e com uma crosta em cima do acucar a contrastar com o ligeiro acido dos morangos. Delicioso..

 

Retirar do forno, deixar arrefecer cerca de 5’ e depois desenformar para um prato e virar novamente o bolo para cima de uma grelha para arrefecer.

 

Baking From My Home To Yours, da Dorie Greenspan 

 

 

E com tao ilustre visita, venho participar na 8 Edicao do Convidei para Jantar cuja a anfitria desta feita foi a doce Alice na sua maravilhosa cozinha tendo, por sua vez, sido criado pela Ana, dona de outra cozinha/padaria fantastica.

 

publicado por Maria às 13:31
07
Jul
12

Cá por casa comem-se gelados todo o ano. Os meus filhos adoram, o meu marido não dispensa e eu, bem eu tenho de me controlar para a balança não apitar.

Este ano ando entusiasmada com os sorvetes caseiros e não me tenho saído muito mal, excepto numa experiência com ruibardo, cujo sorvete ficou em pedra mas que aproveitei para milk shake, seguindo a lei de Lavoisier.

Bem, indo à receita de hoje, vi-a na Mané que por sua vez a havia visto na Leonor. Isto da blogosfera culinária é giríssimo, não é?

Bem, e como quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto, fiz uma cobertura de ganache de chocolate para enriquecer ainda mais este sorvete cremoso e muito saboroso. Não deixem de experimentar.

O que preparar:

  1. 400g de morangos limpos;
  2. 400ml de natas frescas ( usei Longa Vida);
  3. 180g de açúcar ( a Mané achou a receita original muito doce e eu diminui drasticamente a quantidade de açúcar e ainda bem que o fiz).
  4. 100g de chocolate amargo;
  5. 50ml de natas.

Como preparar:

Triturar os morangos com o açúcar ( eu fiz na Bimby mas pode ser com uma varinha mágica, por exemplo). Bater as natas juntando 3 ou 4 gotas de limão a meio da operação, até ficarem firmes.

Juntar 1/3 das natas batidas ao preparado de morango e, quando estiver uma mistura homogénea, juntar as restantes natas, envolvendo com cuidado para que não percam ar.

Levar ao congelador, em taça de alumínio de preferência, pois ajuda a refrescar mais rapidamente, e tapada com papel de alumínio.

Quando estiver gelado, retirar bolas com colher própria e verter por cima um pouco de ganache de chocolate. Esta faz-se levando o chocolate ao micro-ondas partido em pedaços e, programando em potência média intervalos de 15”, até este ter derretido. Misturar as natas vigorosamente e temos a nossa ganache.

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 08:00
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