Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
Junho 2014
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14
Mai
13
Um taipal branco alegrado com toscos mas alegres vasos coloridos:
Um banquinho pintado de branco virado para o paraíso
Um nome sugestivo que nos convida a entrar para um espaço onde podemos pedir  e comer o que mais gostarmos e pagarmos, somente, o que pudermos
Um alpendre pintado de branco a oferecer-nos a sua sombra fofa e uma aragem que amenisa um calor baforento, protegendo-nos de um sol a faíscar que escalda a terra, onde um silêncio sonolento e recolhido nos convida a deleitarmo-nos com uma refeição leve e nos traz desejos de uma sesta, apenas incomodada com o rumor dormente  do  zumbido monótono de uma mosca ,que teima em pousar no fundo de uma chávena sobre o açúcar mal derretido.
É este o meu restaurante de sonho. Se gostaram, venham comigo e peçam o prato que mais apreciam. Pagarão o que puderem, já sabem.

Foi esta a minha escolha:
Ragù de Lentilhas com Spaghetti
O que preparar:
  1. 200g de lentilhas pardas;
  2. 400g de tomate pelado ou 500g de tomate fresco maduro;
  3. 1 cebola;
  4. 2 dentes de alho;
  5. 4 colheres de sopa de azeite;
  6. 1 colher se sobremesa de açúcar;
  7. 6 folhas de manjericão;
  8. 6 pés de coentros;
  9. queijo parmesão em quantidade generosa;
  10. 250g de spaghetti;
  11. sal e pimenta preta a gosto.
Como preparar:
Cozer as lentolhas em água temperada de sal e um dente de alho, o que demora cerca de 20 min. Picar a cebola, o dente de alho e levar a estalar em azeite. Juntar o tomate partido em cubos pequenos, o açúcar, 3 folhas de manjericão, sal, pimenta e queijo parmesão ralado na hora. Deixar ao lume a fervilhar cerca de 20 min para apurar bem, tendo o cuidado de não deixar queimar.
Cozer entretanto o spaghetti em água temperada com sal.
Juntar o molho de tomate às lentilhas escorridas e deixar fervilhar cerca de 10 min para os sabores se fundirem. 
Juntar a pasta e mexer gentilmente para envolver as lentilhas e o molho. 
Polvilhar com as restantes folhas de manjericão picadas, bem como com as folhas de coentros, também elas picadas. 
Ralar bastante queijo parmesão e polvilhar cada prato.
Servir de imediato.
E com o meu Resturante de Sonho venho participar no Convidei para Jantar, um projecto  iniciado pela Anasbagueri,  sendo nesta edição recebido  pela anfitriã A minha cozinha é a Cores.

publicado por Maria às 19:13
02
Abr
13

Kedgerre é um prato Anglo-Indiano. Prepara-se com peixe fumado como por exemplo, o haddock. Acredita-se ter sido trazido para o Reino Unido por militares que estiveram na Índia Colonial. Na era Vitoriana era um prato muito apreciado e servido preferencialmente frio, ao pequeno almoço. Actualmente é comido quente ou frio e é considerado um prato típico de Verão pela sua leveza e toques perfumados.

Como não encontrei haddock nem nunca vi semelhante bichinho, decidi fazer com filetes de peixe fresco. Resultou muito bem sendo um prato muito leve, saboroso e de fácil confeção. A repetir vezes sem conta.

O que preparar:

  1. ½ cebola picada;
  2. 1 dente de alho picado;
  3. Sumo de ½ limão;
  4. 2 colheres de sopa de pó de caril;
  5. ½ colher de sopa de corcuma ( açafrão em pó);
  6. 4 filetes de um peixe fresco a gosto ( usei pescada);
  7. 1 chávena de arroz agulha ou basmati;
  8. 2 colheres de sopa de coentros;
  9. 1 iogurte natural;
  10. 2 ovos cozidos.

Como preparar:

Colocar um tacho com água a ferver, temperar de sal e cozer os filetes cerca de 8’. Escorrer e reservar os filetes.

Cozer o arroz em água temperada de sal. A quantidade de água deverá ser o dobro da quantidade que foi medida para o arroz.

Levar ao lume a cebola e o alho picados, deixar estalar num fio de azeite e juntar o caril, a curcuma e o sumo de limão. Mexer bem e juntar ao arroz cozido. Desfazer o peixe em lascas com a ajuda de um garfo ou mesmo dos dedos. Juntar ao arroz juntamente com os coentros picados. Juntar o iogurte, mexer delicadamente. Retificar o tempero de sal, se necessário. Partir os ovos já cozidos em pedacinhos e espalhar sobre o arroz com o peixe.

Servir quente ou frio. Uma delícia.

Serve 2 a 3 pessoas.

Mãos à obra.

Fonte

publicado por Maria às 19:02
06
Jan
13
A Galette des Rois e um bolo tradicionalmente frances que e consumido na epoca da Epifania ( apresentação de Jesus Cristo ao mundo, através da chegada dos Reis Magos trazendo seus presentes) ou seja, pela altura do dia dos Reis, 6 de Janeiro. 
Apesar de se ter gerado alguma confusao, nao e, de todo, o colone frances do nosso Bolo Rei. Ate porque os franceses tem tambem o seu Bolo Rei que consiste num brioche com frutas cristalizadas, esse muito semelhente ao nosso.
Ha varias versoes da Galette diferindo no tipo de recheio: amendoas, que e o mais tradicional e foi o recehio que utilizei aqui, frutas e ate chocolate. O "involocro" e sempre de massa folhada.
Esta receita foi-me dada por uma amiguinha francesa de quem muito gosto, tendo esperanca que um dia venha a pertencer a nossa familia.
Merci Oliv. Bisous.{#emotions_dlg.bouquete}
O que preparar:
  1. 2 placas de massa folhada redonda;
  2. 100g de manteiga sem sal;
  3. 100g de acucar;
  4. 100g de amendoa ralada;
  5. 2 ovos inteiros;
  6. 1 calice de rum;
  7. 2 ou 3 gotas de essencia de baunilha.
Como preparar:
Colocar na batedeira a manteiga e o acucar e bater ate ficar em creme. Juntar os ovos e continuar a bater ate ficar novamente em creme. Adicionar a amendoa ralada e continuar a bater em velicidade media. Adicionar, por fim o rum e a essencia de baunilga e envolver na massa.
Colocar numa base de ir ao forno ( eu usei uma base de pizza), papel vegetal e uma placa de massa folhada por cima. barrar a massa folhada com o creme preparado, tendo o cuidade de deixar uma margem livre em toda a volta de cerca de 3 cm. Com um pincel, barrar essa margem livre com gema de ovo. Colocar gentilmente a outra placa de massa folhada por cima do creme e unir as duas placas em toda a volta da circunderencia. Com a ponta de uma faca fazer riscos paralelos e por cima desses, fazer outros tantos prependicularmente ( desenho tradicional da galette). Pincelar com a restante gema de ovo e levar ao forno quente ( 180C) cerca de 20'. Retirar do forno e esperar 5 ' para arrefecer um pouco. Passar para um prato e deixar arrefecer totalmente para servir.
Maos a obra.

publicado por Maria às 17:17
13
Dez
12

 

 

 

A Marmita escolheu o mote. Que me predoem as outras anfitrias, mas foi o meu favorito. Foi pelo menos, o que me proporcionou mais prazer a elaborar. E com esta minha convidada para jantar, venho participar no desafio que nasceu pelas maos da Anasbageri e que ja vai na 9 edicao. A anfitria e, desta feita, como referi atras, a minha querida e estimada amiga Marmita.


Perdoem-me, mas este post e carregado de emocoes. E consagrado ao tempo perdido, a "Africa Minha", a cidade de minha infancia.

 

Com uma saudade de me corroi a alma, tao dolorosa que ate doi no peito, convido para jantar a cidade de Benguela, a cidade do meu coracao.

 

Nao tem palacios nem rainhas e princesas, nao faz parte dos roteiros turisticos internacionais, nao e um "must" conhecer Benguela. Acreditem, porem, que quem a conhece, nao vive sem la voltar. Ou, pelo menos, com esse sonho.

 

Vulgarmente, e passados tantos anos do nosso ultimo encontro, sonho que percorro as suas ruas, que sou abracada pelo ser ar quente e doce, que vou pela mao do meu pai ou da minha mae, a saltitar de desenho para desenho nas calcadas portuguesas que pavimentam os seu largos passeios ou os seus belos jardins e, para mim, essa ilusao faz-me as vezes da realidade.

 

Nesse sonho, vou ao colegio Nossa Senhora da Conceicao, das irmas Doroteias, onde cursei a instrucao primaria.

 

 

 

 

Vou ao cinema Monumental onde, aos Domingos ia, religiosamente, ver o filme da matine. Vou ao cinema Kalunga, o cinema ao ar livre, onde vi pela primeira vez o filme Benhur.

 

 

 

 

 

 

 

 

Vou tambem a linda igrejinha do Popolo onde fui baptizada e onde fiz a primeira comunhao.

 

 

 

 

 

Vou  aos jardim repletos de vegetacao onde nao faltavam os baloicos onde eu e as minhas irmas subiamos e desciamos as escadas do escorrega, vezes sem conta, enquanto os nossos pais cogitavam, sentados num banco, os planos que tinham para nos.

 

 

 

 

 

Vou a Baia Azul ao Domingos de manha, onde merendamos os paes de leite preparados pela minha mae. Ou vou a praia do Alexandrino ( ou praia do Sombrero) aos Sabados a tarde mergulhar em aguas calidas e carregadas de sal . 

 

Um dia, quem sabe, percorrerei esses caminhos guardados no bau das minhas memorias,  que me sao tao gratas e preciosas.

 

E, tal como reza a letra da famosa musica dos Duo Ouro Negro:

 

"Quero chegar de madrugada

 

Para ver o sol raiar

 

Quero chegar de madrugada

 

P'ra ninguem ver se eu chorar"

 

Tambem vive em mim a esperanca de que um dia, voltando ao po da terra, seja da terra quente da minha Terra que, na verdade nunca foi minha, mas que a sinto como tal. 


 O por do sol  no "Sombrero" e dos espetaculos naturais mais belos que se pode assistir.

 





Siripipi de Benguela.

 

 

E agora, partilho convosco a receita do prato que lhe servi, receita do seu repertorio da maravilhosa gastronomia que nos tem para oferecer.


Doce de Banana

O que preparar:

  1. 6 bananas;
  2. 300g de acucar;
  3. 1,5 dl de agua;
  4. 6 ovos

 

 

 

Como preparar:

 

Leva-se um tacho ao lume a água e o açúcar,  deixando ferver até obter ponto de fio fraco.

 

Juntam-se as bananas cortadas às rodelas que se deixam ferver até se desfazerem.

 

Tira-se o tacho do lume e deixa-se arrefecer um pouco. Adicionam-se as gemas batidas e passadas por um coador de rede e volta novamente ao lume para engrossar, sem deixar talhar as gemas. Deixa-se arrefecer mais um pouco e de seguida juntam-se as claras batidas em castelo firme, envolvendo bem as claras sem as bater.

 

Divide-se o preparado em tacinhas ou numa taça grande. Serve-se bem fresco.

 

 

A fotos apresentadas foram, na sua totalidade, extraidas de sites da net, sobre Benguela. Que me perdoem os seus autores pelo plagio e muito obrigada pela divulgacao das imagens. 

publicado por Maria às 19:57
07
Nov
12

Nao e novidade para quem me visita aqui que sou uma aficcionada de comida italiana. Pastas sao a minha perdicao. Se nao houvesse reclamacoes ca por casa, um prato de pasta, qualquer que ela fosse, estaria presente sempre, nas minhas refeicoes.

Esta que trago hoje e das minhas favoritas.  E sempre o prato escolhido num restaurante italiano que frequento e que gosto imenso.

Entretanto, e por mero acaso, deparei com a receita numa embalagem de uma marca italiana de pastas, Barilla e, desde ai, faco-a em casa inumeras vezes.

Para quem e apreciador de comida italiana, aconselho vivamente esta receita.

O que preparar:

  1. 350g de penne ou uma outra massa a escolha;
  2. 450g de tomate fresco, maduro e bem picadinho;
  3. 100g de azeitonas picadas ( eu uso azeitonas gregas que tem um sabor que se adequa a esta receita, mas podem usar outra qualquer variedade);
  4. 2 dentes de alho picados;
  5. 2 colheres de sopa de alcaparras, tambem picadas;
  6. 4 filetes de anchova picados;
  7. 4 colheres de azeite extra virgem;
  8. 1 colher de cha de oregaos secos;
  9. 2 malaguetas picadas e sem as sementes;
  10. pimenta e sal a gosto.

Como preparar:

Fritar os alhos e as malaguetas no azeite. Juntar os tomates picados ( nao e preciso pela-los nem tirar as sementes), sal e deixar cozinhar durante 10'.

Deitar os filetes de anchova previamente picados. Juntar de seguida as azeitonas picadas e as alcaparras, tambem picadas. Deixar cozinhar durante 5'.

Adicionar os oregaos, sal e pimenta.

Deitar sobre a massa, previamente cozida em agua temperada com sal e escorrida.

Empratar e polvilhar com queijo parmesao lascado.

Experimentem acompanhar este prato com um copo de Chianti. Sentem-se no paraiso, prometo.

Maos a obra.

publicado por Maria às 08:00
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