Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
Junho 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
13
15
16
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts mais comentados
18
Fev
13
O frio teima em ficar, em manter-me encolhida, macilenta e tristonha. Nesta altura já não  lembro o Verão que passou mas anseio a Primavera que tarda em chegar. Sonho que termine a chuva, que termine o  vento dançando com as folhas a seu contento. Resta-me a certeza que não há Invernos eternos. Enquanto este dura, aqueço o estômago e rejubilo a alma com papitas quentes e reconfortantes, como este ranchinho.
O que preparar:
  1. 300g de grão de bico seco;
  2. 1/4 de repoulho;
  3. 100g de massa seca em tubos;
  4. 1 chouriço de carne;
  5. 1 chouriço de mel;
  6. 300g de entrecosto de porco cortado em pedaços pequenos ( pedir no talho para fazer os cortes);
  7. 100g de barriga fumada;
  8. 1 cebola grande;
  9. 2 dentes de alho;
  10. 1 cenoura partida em pedacinhos pequenos;
  11. 50g de abóbora partida em pedacinhos pequenos;
  12. 1 dl de azeite;
  13. 1 folha de loureiro;
  14. 0,5 dl de vinho branco;
  15. 150g de tomate triturado ( pode ser enlatado);
  16. 2 colheres de sopa de polpa de tomate;
  17. 1/2 colher de chá de cominhos;
  18. sal, pimenta e salsa a gosto.

Como preparar:

De véspera colocr o grão de molho. No dia de preparação, levar o grão de bico ao lime em água temperada de sal e deixar cozer ( leva cerca de 20´). Escorrer e aproveitando a água de cozedura. Reservar.

Partir a carne em pedaços pequenos ( eu pedi para fazerem no talho), o chouriço de carne e a morcela em rodelas e a barriga fumada em quadradinho pequenos; reservar. Partir o repoulho em tiras e a cebola e abóbora em cubos pequeninos; reservar.

Picar a cebola e o alho e levar ao lume em azeite, deixando a cebola estalar mas sem queimar. Juntar a folha de loureiro e o entrecosto. Selar a carne e juntar depois juntar o tomate, a polpa de tomate e o vinho branco. Deixar suar durante 10´. Juntar algum caldo de cozedura do grão e deizar cozinhar a carne. Passados cerca de 15´, juntar os chouriço e a barriha fumada. Juntar mais um pouco de caldo do grão se necessário. Deixar cozinhar cerca de 5´e juntar a abóbora, a cenoura e o repoulho. Cobrir de caldo, temperar de sal e pimenta, tendo em atenção o sal dos enchidos, e deixar cozer 15´. Nesta fase, cozer em água temperada de sal a massa em tubos. Quando cozida, escorrer.

Juntar ao cozinhado a massa, o grão, mexer, adicionar mais caldo, se necessário e juntar os cominhos. Rectificar temperos e deixar apurar cerca de 20´. 

Servir polvilhado de salsa picada grosseiramente.

Mãos à obra.

Com esta receita venho participar no desafio proposto pela Laranjinha do Cinco Quartos de Laranja, intituladSabores do fumeiro de Trás-os-Montes, em parceria com a Origem Transmontana.

publicado por Maria às 18:56
23
Nov
12

Reza a historia que  um taberneiro de Lisboa, seu nome Braz, num momento de inspiracao ou, qui ca, querendo aproveitar sobras de refeicoes, se lembrou de juntar bacalhau desfiado a batatas fritas e a ovos mexidos. Nasceu assim o tao afamado " Bacalhau a Braz", com um "z" pois naquela epoca era assim que se escrevia o nome do dito.

Refiro ainda que em Macau, por influencia dos portugueses, evidentemente, o Bacalhau a Braz e um dos pratos mais procurados nos restaurante.

Com o passar do tempo, foram-se adicionando mais ingredientes, nomeadamente a cebola. Porem, ha quem afirme que, quando este prato leva cebola deixa de ser o Bacalhau a Braz para ser o Bacalhau a Lisbonense. Partilho hoje aqui essa receita, a do "Bacalhau a Lisbonense".

O que preparar:

  1. 1 dl de azeite;
  2. 1 dente de alho picado;
  3. 1 cebola cortada em meias luas fininhas;
  4. 1 folha de loureiro;
  5. 600g de bacalhau;
  6. 1 Kg de batatas;
  7. 6 ovos;
  8. 1 colher de sopa de manteiga;
  9. salsa picada, azeitonas e pimento marrone e pickles ou alcaparras.

Como preparar:

O bacalhau deve estar bem demolhado, escorrido de peles e espinhas e desfiado.  As batatas deverao estar cortadas em palitos fininhos, em palha e fritas, sem secarem muito.

Numa frigideira deitar o azeite, o dente de alho picado e a cebola. Deixar refogar em lume medio, mexendo ocasionalmente. Quando alourar, deitar o bacalhau e ir mexendo durante 2' sobre o lume. Juntar em seguida as batatas fritas e mexer com cuidado. Juntar a manteiga. Bater os ovos numa taca a parte e juntar ao preparado. Ir mexendo e deixar cozer ate atingir o ponto desejado, nao deixando secar.

Despejar numa travessa e decorar com azeitonas, tiras de pimentos, salsa e pickles ou alcaparras.

Servir de imediato.

Nota : Esta receita podera ser confeccionado com outro qualquer peixe cozido e desfiado. Fica igualmente muito saboroso e e receita de sucesso garantido.

Maos a obra.

publicado por Maria às 08:00
14
Nov
12

"Confort food" ou, mais" portuguesmente" falando, pois trata-se de uma comidinha portuguesa, "comida  reconfortante". Sabe sempre bem nestes dias frios em que o corpo e a alma precisam ser aconchegados.

E igualmente um prato de cozinha economica, linha que a partir de agora tentarei seguir, adivinhando os tempos que se avizinham.

Esta receita foi retirada da Teleculinaria de Abril/80 de uma receita do Chefe Silva

O que preparar:

  1. 150 g de toucinho fumado;
  2. 400g de entrecosto partido em pedacos pequenos;
  3. 100g de chourico de carne;
  4. 100g de morcela ou caholeira;
  5. 1 colher de banha;
  6. 2 dentes de alho;
  7. 1 cebola;
  8. 1 folha de loureiro;
  9. 1 dl de vinho branco;
  10. 3 colheres de sopa de polpa de tomate;
  11. 300g de feijao vermelho ou catarino;
  12. 4 ovos ( 1 por pessoa)
  13. sal e pimenta a gosto.

Como preparar:

De vespera colocar o feijao de molho em agua.  No proprio dia, cozer o feijao em agua fervente, o que demora cerca de 15 a 20'.

Deitar a banha num tacho, o alho e cebola picados, o toucinho cortado em dois pedacos e a folha de loureiro. Levar a lume moderado e ir mexendo de molde a tudo ficar alourado por igual. Logo que a cebola aloure, juntar o vinho branco e a polpa de tomate. Mexer bem e juntar os enchidos e o entrecosto e deixar suar durante dois minutos. Juntar depois 2 a 3 dl de agua onde se cozeu o feijao.

Deixar cozinhar em lume brando e, a medida que os enchidos forem cozendo, retira-los do tacho. Retirar tambem o toucinho quando este estiver cozido.

Acrescentar o feijao e, se necessario, mais alguma agua onde este foi cozido e rectificar temperos. Deixar ferver 10' para o molho ligar mexendo ocasionalmente para nao pegar.

Por fim, deitar os ovos sobre p feijao, tapar o tacho, e deixar ferver cerca de 5'. Desligar o lume mantendo o tacho tapado para os ovos acabarem de cozer.

Servir bem quente, decorado com as rodelas do enchidos e tiras do toucinho.

Maos a obra.

 

publicado por Maria às 08:00
23
Abr
12

Hoje trago uma receita de uns bolinhos muito saborosos e que fazem parte da cozinha tradicional da região de Trás-os-Montes. Foi-me, gentilmente ,cedida por uma senhora transmontana que vive no Porto mas que tem fortes ligações com a sua terra natal.

 

Segui a receita à risca, respeitando, inclusivamente, quantidades. Porém, devia ter feito, somente, metade da receita pois a original rendeu tantos Económicos ( cerca de 40 grandes), que, mesmo com as marabuntas que tenho em casa, terei bolinhos para uma larga temporada. De qualquer forma, são muito saborosos e acompanham muito bem um chá ou um café bem quente.

  

O que preparar:

  1. 6 ovos inteiros;
  2. 0,5 l de leite morno;
  3. 0,25l de azeite morno;
  4. 1 cálice de aguardente;
  5. 500g de açúcar;
  6. 1 colher de sopa de canela;
  7. Raspa da casca de uma laranja;
  8. 2 colheres de chá de fermento químico;
  9. 1 colher de chá de bicarbonato de sódio;
  10. 1 Kg de farinha;
  11. 1 gema de ovo, canela e açúcar de pasteleiro para polvilhar.
  12. Poderão ser enriquecidos com frutos secos triturados. Eu optei por amêndoa. – 100g

Como preparar: 

Numa batedeira, bater os ovos com o açúcar até ficar um creme fofo. Juntar a aguardente, a canela, a raspa de casca de laranja, o leite e o azeite, ambos mornos, sempre a bater. Acrescentar depois o bicarbonato e o fermento. Finalmente, acrescentar a farinha aos poucos, alternada com a amêndoa. Se necessário, acrescentar um pouco mais da farinha até a massa ficar consistente, mas mole.

 

Num tabuleiro forrado com papel vegetal, colocar bolinhas de massa tendidas com uma colher de sorvete ou, na falta desta, com uma colher de sopa. Devem ficar afastadas entre si, cerca de 3cm pois os bolinhos crescem bastante. Pincelar com gema de ovo e polvilhar com açúcar de pasteleiro e canela.

 

Levar ao forno a 200ºC cerca de 15 a 20’ ou até os bolinhos estarem dourados. Se se usar 2 ou mais tabuleiros, devem trocar-se as posições entre si, a meio da cozedura. Originalmente, são cozidos em forno de lenha mas, quem não tem acesso ao dito como eu, não tem alternativa senão cozer em forno eléctrico.

Quando estiverem no prontos, colocá-los numa rede até arrefecerem.

Estes bolinhos mantêm-se comestíveis durante bastante tempo se, devidamente acondicionados quando forem guardados ( em latas ou sacos de plástico com fecho).

Mãos à obra 

publicado por Maria às 08:00
12
Abr
12

O arroz de pato é um prato sobejamente conhecido e apreciado. Apesar da receita estar muito vulgarizada, não pude deixar de a trazer pois é muito apreciada cá em casa. Resulta numa óptima refeição e melhora muito quando acompanhada com um copo de um bom vinho tinto.

 

O que preparar:

 

  1. 1 pato;
  2. 1 cebola + ½ cebola;
  3. 1 dente de alho;
  4. 0,5 dl de azeite;
  5. 2 folhas de loureiro;
  6. 2 cravinhos;
  7. 5 grãos de pimenta preta;
  8. 3 chávenas de chá de arroz agulha;
  9. 1 chouriço de carne de boa qualidade.

 

Como preparar:

 

Limpar bem o pato e tirar-lhe todas as gorduras. Levar ao lume uma panela com bastante água e, quando começar a ferver, deitar o pato, juntamente com os grãos de pimenta, 1 folha de loureiro, o cravinho e meia cebola com casca. Temperar com sal. Se for feito na panela de pressão, a cozedura demora cerca de 30’. Caso contrário, demora cerca de 1,30h e poderá ter de se acrescentar água ao caldo, conforme este for reduzindo. A meio da cozedura, juntar metade do chouriço de carne.

 

Quando estiver cozido, retirar do caldo, reservando-o. Deixar arrefecer o pato e desfiá-lo, descartando a pele. Partir o chouriço cozido, em pedacinhos.

 

Retirar do caldo a película de gordura que se forma à superfície e reservar.

 

Levar a cebola picada ao lume juntamente com o azeite, o alho, a folha de loureiro. Quando a cebola começar a caramelizar, juntar o arroz e ir mexendo para não pegar. Quando começar a ficar com os bagos esbranquiçados, juntar o caldo onde cozeu o pato, devidamente coado num passador, na proporção do dobro da quantidade de chávenas do arroz, mais uma, isto é, se foram 3 chávenas de arroz, deverão ser 7 chávenas de caldo. Se este não for suficiente, completar com água. Deixar o arroz levantar fervura, mexer e deixar cozer 7’. Num tabuleiro de ir ao forno, deitar metade da quantidade de arroz, espalhar por cima o pato desfiado e os pedaços de chouriço cozido e cobrir com o restante arroz.

Enfeitar com a outra metade de chouriço cru, que entretanto se partiu às rodelas. Verter por cima a gordura que se havia tirado da superfície  do caldo. Levar ao forno a 200ºC cerca de 20’, até o arroz ficar lourinho.

 

Mãos à obra. 

 

publicado por Maria às 08:00
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
Junho 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
13
15
16
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
últ. comentários
nossa que receita maravilhosa Amei seu blog BJO? (...
I wanted to thank you for this excellent read<a...
No Amarelo do Colégio Militar as Batatas Fritas sã...
 No Amarelo do Colégio Militar as Batatas Fri...
Minha avó, que cresceu em Mogadouro, muitas vezes ...
pois ! No meu tempo (43/51, chumbei um ano), bat...
Ficou lindo, foi a minha inspiração para o almoço ...
Parece impossível a sra classificar como peixe da ...
è um prato da minha infância, de que guardo record...
O que é maca?
blogs SAPO