Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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Dez
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Na Ilha da Madeira o bolo de família faz parte das mesas de Natal. A minha mãe nasceu lá. Apesar de ter vindo para o continente em tenra idade, ficou muito ligada à terra natal e às suas tradições e costumes.

Era na época de Natal que esses laços se faziam sentir mais, nomeadamente, no que concerne à gastronomia.

Na noite da consoada era hábito comermos a carne de vinha d’alhos e, aquando do regresso da missa do galo, comermos uma canja de galinha, tradições que eu, infelizmente, não segui.

Na mesa de Natal não podia faltar o bolo de família, bolo esse que a minha mãe fazia maravilhosamente bem e… a olho.

Várias vezes lhe pedi a receita mas, como era feita a olho, ela dizia-me para eu assistir à confecção e ir apontando. Fui adiando, prometendo sempre que o faria no Natal seguinte. Até que chegou o ano em que não houve o Natal seguinte.

Um mês antes da sua partida, com ela já muito doente, ainda se dispôs a fazer este bolo dizendo porém que não lhe tinha saído como habitualmente. Estava óptimo como sempre, testemunhámos nós.

 

Após uma pesquisa, descobri esta receita que apesar de não ter ficado exactamente como o bolo de família da minha mãe, ficou bastante bom. Foi ela que me inspirou na sua confecção, tenho a certeza.

 

Para ti, maninha, que não podes provar este bolo que fiz pois, a distância que nos separa neste momento não o permite, aconselho-te a fazê-lo para reviveres ternos e doces momentos.

 

Participo com este bolo que tem tanto significado para mim, no desafio da Laranjinha “Coisas doces para saborear até ao dia dos Reis” do excelente blog Cinco Quartos de Laranja.

 

O que preparar:

 

  1. 500g de farinha;
  2. 400g de açúcar;
  3. 2 ovos;
  4. 1 colher de chá de bicarbonato de sódio;
  5. 250g de manteiga;
  6. 50g de banha;
  7. 2 colheres de chá de canela;
  8. ½ colher de chá de noz moscada;
  9. 1 cálice de vinho da Madeira ( eu usei do Porto, pois era o que tinha)
  10. 0,5 dl de mel;
  11. 100g de açúcar mascavado;
  12. 1 chávena de leite;
  13. Raspa de 1 limão;
  14. 150 g de frutos secas e cristalizados ( eu só usei nozes e passas).

 

Como preparar:

 

Colocar numa tigela em primeiro lugar os ingredientes sólidos (excepto os frutos) e depois os ingredientes líquidos. A manteiga convém mesmo ser manteiga e não margarina. Bater bem numa batedeira, na velocidade máxima, durante cerca de 8’. Juntar os frutos e envolver com uma colher de pau.

Untar uma forma grande com margarina e farinha, verter a massa e levar ao forno cerca de 1h15. Na primeira ½ hora o forno convém estar a 200ºC; passado este tempo, cobrir o bolo com papel vegetal e reduzir a temperatura do forno para 180ºC.

Verificar a cozedura do bolo com o teste do palito.

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 18:16
21
Dez
11

 

Com açúcar e canela                                      Com calda

 

 

 

Há zonas de Portugal, onde os fofos de abóbora começam a fazer-se por altura do S.Martinho e a sua preparação vai-se repetindo nos dias festivos até à altura do Carnaval.

Estes bolinhos são realmente muito fofos e fáceis de preparar.

Mais uma sugestão para a mesa de Natal.

 

O que preparar:

 

  1. 1kg de abóbora;
  2. 60g de farinha de trigo;
  3. 50g de açúcar;
  4. 3 ovos;
  5. 1 laranja;
  6. 1 colher de chá de fermento em pó;
  7. Óleo para fritar;
  8. Açúcar e canela para polvilhar e/ou esta calda

 

Como preparar:

 

Descascar a abóbora e levá-la a cozer em água temperada com pouco sal. Quando cozida, passa´-la num passador, triturar e deitar este puré num pano, espremendo, para extrair toda o líquido.

Deitar  numa tigela e juntar a raspa de laranja, metade do sumo da mesma, o açúcar, Mexer bem e juntar as gemas de ovo. Tornar a mexer e por fim juntar a farinha e o fermento.

Levantar as claras em castelo firme e juntar ao preparado anterior, com cuidado.

Levar ao lume uma frigideira com óleo em abundância e, quando estiver quente, ir deitando colheradas com uma colher de sopa. Os fritos devem “nadar” no óleo quente para ficarem redondinhos.

Ir retirando com uma escumadeira e polvilhá-los com açúcar e canela ou mergulhá-los em calda.

Eu fiz das duas formas( ver fotos). Assim, toda a gente fica satisfeita.

 

Mãos à obra.

 

publicado por Maria às 18:19
19
Dez
11

 

 

 

Papos de Anjos é um doce conventual que muito aprecio. Aliás, esse meu apreço estende-se a todos os doces conventuais.

Relaciono, por várias razões, os doces conventuais ao Natal pois é nesta altura que nos permitimos a alguns excessos, nomeadamente a comer doces com muito açúcar e com muitos ovos sem muitos remorsos.

É com este doce tão doce e tão singelo que participo no desafio lançado no blogue que sigo regularmente e que tanto aprecio Cinco Quartos de Laranja

 

 

O que preparar.

 

Para os papos de Anjo.

 

  1. 9 gemas;
  2. 1 ovo inteiro.

 

Para a calda:

 

  1. 600g de açúcar,
  2. 500ml de água,
  3. 1 pau de canela,
  4. 1 casca de limão 8 só vidrado;
  5. 1 colher de sopa de rum.

 

 

Como preparar:

 

Bater as gemas e o ovo até triplicar de volume. Aconselho que esta etapa seja efectuada com uma batedeira.

Untar forminhas com margarida e polvilhar com farinha.

Encher as forminhas até metade a capacidade e levar a forno pré aquecido a 230ºc durante 8’ 8 não mais pois, caso contrário, os papos de anjo ficam com textura de papel).

Entretanto, para fazer a calda, deitar todos os ingredientes para uma caçarola e levá-los ao lume. Quando entrar em ebulição, deixar ferver durante 4’.

Entretanto, desenformar os papos de anjo e mergulhá-los na calda ainda quente, colocando-os de seguida numa taça. Coar a calda e reservar para regar os papos de anjo quando os servirmos.

Esta receita dá para cerca de 20 papos de anjo.

Caso sobre calda, aproveita-se para os sonhos ou rabanadas.

 

Mãos à obra.

 

 

publicado por Maria às 17:07
17
Dez
11

 

 

A época natalícia abriu. Pelo menos para mim. Bem sei que já se vêm imagens, figuras, luzes e tudo mais alusivo a esta época, há mais de um mês. Porém, a minha mãe habituou-nos a iniciar esta época festiva poucos dias antes do dia de Natal pois assim, vivemo-la com mais intensidade. Ela era de uma terra em que enfeitavam a árvore e acendiam uma velinha junto à figura do menino Jesus somente, na véspera de Natal.

A ela lhe dedico a receita de hoje que, apesar de não se assemelhar ao que ela fazia, ficou bastante saboroso. Quem teve o privilégio de comer o seu arroz doce, sabe do que estou a falar.

 

O que preparar:

 

  1. 100g de arroz carolino;
  2. 250ml de água;
  3. Casca de limão ( só o vidrado);
  4. 1l de leite;
  5. 4 gemas de ovos;
  6. 200g de açúcar;
  7. Canela para polvilhar.

 

Como preparar;

 

Levar a água ao lume e quando ferver, deitar o arroz e deixar ferver lentamente até a água ser totalmente absorvida. Deitar o leite, quente, e deixar ferver lentamente até que o arroz esteja completamente cozido. Misturar o açúcar e mexer suavemente durante 5’. Retirar um bocadinho de “caldo” para uma tigela, onde se deve misturar às gemas, mexendo vigorosamente.

Retirar o arroz do lume e verter, em fio e mexendo sempre, as gemas. Voltar novamente ao lume para engrossar mas sem deixar ferver ( muito importante).

 

Deitar numa taça ou prato fundo e polvilhar com canela a gosto.

 

Mãos à obra.

 

 

 

publicado por Maria às 19:25
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