Bem vindos à Oficina das Papitas. Este meu projecto, tem como principal objectivo ajudar os meus filhos que já não vivem comigo, mas que têm de cozinhar para si próprios. Espero assim poder ajudá-los. Tentarei fazê-lo com muito amor.
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11
Mar
13

 

 

 

Vi esta receita ser confeccionada pelo Chef Henrique Sá Pessoa e tentei reproduzi-la. Porém, fiz algumas alterações como a substituição do creme de manteiga por iogurte grego natural pois acho que o salmão, sendo um peixe tão gordo, ficaria um pouco enjoativo adicionando-lhe mais gordura. Não me arrependi e será receita a repetir pois recebeu elogios.

O que preparar:

  1. 4 filetes de salmão;
  2. 1 placa de massa folhada;
  3. 1 iogurte grego natural;
  4. Ervas frescas picadas ( usei alecrim, salsa e manjericão);
  5. Casca ralada de ½ limão;
  6. Sal e pimenta a gosto.
  7. Gema de ovo para pincelar os folhados.

Como preparar:

Limpar bem os filetes de salmão e secá-los e papel de cozinha. Numa tacinha, misturar o iogurte com as ervas bem picadas e a raspa da casca do limão. Abrir a massa folgada sobre a bancada e cortar em 4 partes iguais. Colocar no mio de cada peça cortada o filete de salmão. Temparar com sal, pimenta e cobrir a parte de cima do peixe com o creme do iogurte. Envolver cada filete com a massa follada fechando bem. Calcar as extremidades com um garfo. Pincelar com gema de ovo e levar num tabuleiro ao forno durante cerca de 20´, até as massa folhada alourar.

Servir com uma salada verde ou legumes cozidos.

Bom apetite.

publicado por Maria às 19:57
05
Mar
13

Ter rissóis no congelador, prontinhos a entrar na frigideira são a solução fantástica para uma refeição imprevista, para um pic nic no campo ou mesmo para uma mesa de festa. São fritos, bem sei, mas não há forma de substituir a fritura pelo calor do forno pois o resultado não se assemelha. Porém, de molde a minimizar os malefícios da fritura, dever-se-á usar um óleo vegetal de girassol ou amendoim. Não refiro o óleo de soja pois, na minha opinião, tem um odor “pestilento”.

O recheio de um rissol pode variar conforme o gosto ou o que temos no frigorífico. A massa, como é obvio, é sempre a mesma. Apresento em seguida uma forma de fazer a massa e 3 recheios possíveis.

Massa para Rissóis:

  1. 2,5 dl de água;
  2. 2 colheres de sopa de azeite;
  3. 180g de farinha de trigo;
  4. 50g de farinha de arroz;
  5. Sal e pimenta a gosto;
  6. Pão ralado finamente ( eu faço em casa), ovo batido para panar;
  7. Óleo vegetal para fritar.

Deitar a água, o sal e o azeite num tacho e levar a ferver.  Juntar a farinha e mexer vigorosamente com uma colher de pau até a massa formar uma bola e se soltar do fudo do tacho ( este trabalho demora cerca de 2´). Deitar a massa sobre a bancada enfarinhada com farinha de arroz e deixar arrefecer. Quando fria, estender com um rolo e cortar círculos com a ajuda de um copo, taça, etc. As sobras de massa podem ser amassadas novamente e estendidas. Colocar em cada círculo uma colher de chá de recheio e dobrar a massa ao meio, formando ½ luas. Passar por ovo batido e pão ralado e levar a fritar em óleo bem quente. Quando fritos, ir colocando numa rede ou sobre papel absorvente para retirar o excesso de gordura. Caso se queira congelar para uso posterior, deverá ser quando estão panados, antes de fritar.

Uso farinha de arroz pois a massa fica muito crocante, mesmo depois dos rissóis estarem frios. Porém, a massa poderá ser feita somente com farinha de trigo, usando assim 230g de farinha de trigo.

Recheios:

De peixe:

  1. 30g de manteiga;
  2. 1 colher de sopa de óleo vegetal;
  3. 1 cebola picada muito finamente;
  4. 1 colher de sopa de amido de milho ( Maizena);
  5. 2,5dl de leite;
  6. ½ colher de pasta de tomate concentrado;
  7. 0,5 Kg de peixe cozido e livre de peles e espinhas;
  8. Sal, pimenta e noz moscada a gosto.

Num tacho deitar o óleo, a cebola muito picada, a manteiga e levar a refogar em lume brando até começar a alourar. Juntar a farinha, mexer muito bem e  juntar de seguida, lentamente e em fio, o leite. Juntar a pasta de tomate e mexer até levantar fervura e engrossar um pouco.  Retirar do lume, juntar o peixe lascado e a salsa picada. Temperar de sal, pimenta e noz moscada. Deixar arrefecer e rechear os rissóis.

De Camarão

Usar os ingredientes nas quantidades acima indicadas, substituindo apenas o peixe por camarão e o metade da quantidade de leite por caldo onde o camarão foi cozido.

De Fiambre e Ovo Picado

Novamente deve ser usado os mesmo ingredientes nas quantidades indicadas. O peixe é substituido por fiambre e um ovo cozido picado.

publicado por Maria às 19:25
03
Fev
13
O arroz de jasmim, também conhecido poe arroz perfumado tailandês, é uma variedade de grão longo de arroz, que tem um aroma requintado, lembrando a noz. 
Sendo também conhecido por Thai Hom Mali, quando é colhido, as suas astes longas são cortadas e trilhadas. O arroz pode ser deixado com a casca e vendido na forma integral ou sem casca e assim, vendido como arroz branco.
Os asiáticos mais a Sudoeste preferem a variedade branca do arroz de jasmim.
É essa variedade, a branca, que vos trago hoje e que perfumou a minha casa. Servido com filetes de peixe cozidos em leite de coco, resultou numa refeição requintada e muito saborosa.
O que preparar:
  1. 4 tranches de pescada ou filetes;
  2. 1 lata de leite de coco, das pequenas;
  3. sumo de 1/2 limão;
  4. 1 malagueta seca;
  5. 1 colher de chá de gengibre em pó;
  6. sal e pimenta a gosto;
  7. coentros para polvilhar;
  8. 200g de arroz de jasmim.

Como preparar:

levr um tacho ao lume com o leite de coco, a malagueta seca, o sumo do limão, o gengibre em pó. Quando começar a ferver, jutar o peixe e deixar cozer em lume branco cerca de 15´.

Entretanto, lavar o arroz ( convém lavar para tirar a "goma") Levar uma panela ao lume com  água temperada de sal, sendo esta o dobro do volume do arroz e, quando levantar fervura, juntar o arroz. Deixar fervilhar 2´, mexer e baixar o lume tapando a panela. Contar 10´e apagar o lume. Deixar assim a panela tapada mais 5´.

Servir os filetes sobre o arroz, regando com um pouco do molho e polvilhando de coentros.

Mãos à obra.

 

Receita adaptada do blog "As minhas receitas".

publicado por Maria às 16:01
15
Jan
13

...

 Então o meu Príncipe, com paciência, com heroicidade, forçando palidamente o sorriso:

-Meus amigos, há uma desgraça...

Dornan pulou na cadeira:

-Fogo?

-Não, não era fogo. Fora o elevador dos pratos que inesperadamente, ao subir o peixe de S. Alteza, se desarranjara, e não se movia encalhado!

O Grão duque arremessou o guardanapo. Toda a sua polidez estalava como um esmalte mal posto:

-Essa é forte!... Pois um peixe que me deu tanto trabalho! Para que estamos nós aqui então a cear? Que estupidez! E pôr que o não trouxeram à mão, simplesmente? Encalhado... Quero ver! Onde é a copa?

E, furiosamente, investiu para a copa, conduzido pelo mordomo que tropeçava, vergava os ombros, ante esta esmagadora cólera de Príncipe. Jacinto seguiu, como uma sombra, levado na rajada de S. Alteza. E eu não me contive, também me atirei para a copa, a contemplar o desastre, enquanto Dornan, batendo na coxa, clamava que se ceasse sem peixe!

...

 E a cada um o Grão-Duque, escarlate, mostrava com dedo trágico, no fundo da cova, o seu peixe! Todos afundavam a face, murmuravam: ”lá está!” Todelle, na sua precipitação, quase se despenhou. O periquito descendente de Coligny batia as asas, granindo: - “Que cheiro ele deita, que delícia!” Na copa atulhada os decotes das senhoras roçavam a farda dos lacaios. O velho caiado de pó de arroz meteu o pé num balde de gelo, com um berro ferino. E o Historiador dos duques de Anjou movia pôr cima de todos o seu nariz bicudo e triste.

De repente, Todelle teve uma idéia!

-É muito simples... É pescar o peixe!

...

No entanto S. Alteza pescava com fervor! Mas debalde! O gancho, pouco agudo, sem pressa, bamboleando na extremidade da guita frouxa, não fisgava.

-Ó Jacinto, erga essa luz! - gritava ele inchado e suado. - Mais!... Agora! Agora! É na guelra! Só na guelra é que o gancho o pode prender. Agora... Qual! que diabo! Não vai!

Tirou a face do poço, resfolegando e afrontado. Não era possível! Só carpinteiros, com alavancas!... E todos, ansiosamente, bradamos que se abandonasse o peixe!

...

Eça de Queirós, A Cidade e as Serras

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O que preparar:

  1. 4 tranches de pescada;
  2. 100g de pasta de azeitona ( ou azeitona triturada);
  3. 50g de broa de milho esfarelada ( só o miolo);
  4. 200g de espinafres;
  5. azeite, sal a gosto.

Como preparar:

Temperar a pescada com um fio de azeite e sal. Misturar a pasta de azeitonas ( que pode ser feita triturando-as) com a broa, um fio de azeite e umas pedras de sal até obter uma pasta.

Cubrir uma das faces da pescada com esta pasta e levar ao forno a cozinhar a 160ºC apenas com a resistência de cima ligada. O peixe deverá ficar junto à resistência de molde a que a crosta fique crocante. Deixar ficar no forno cerca de 15´, dependendo do tamanho das tranches.

Numa frigideira com um fio de azeite e dois dentes de alho esmagados, saltear rapidamente os espinafres.

Escorrer o excesso de água daqueles e servir com a pescada acabada de cozinhar. Poderá ser ainda ter como acompanhamento batatinha cozida com casca.

Mãos à obra.


Receita da autoria do Chef José Avillez

publicado por Maria às 18:10
12
Jul
12

Mentes brilhantes… Que tema tão estasiante mas que torna, porém, tão complicada a escolha para convidarmos para a nossa mesa. Apetecia-me convidar tantas, tantas, mas tantas mentes!

Tive de ser racional e realista e escolher dois génios, não preterindo porém, a minha admiração por outros que houve ao longo da história da humanidade e que tanto contribuíram para o avanço do mundo. Na arte, na história, na ciência, na economia, enfim, em todas as áreas para que nos viremos.

Como vinha a dizer, a minha escolha recaiu sobre estes dois grandes senhores que, sem eles, não leríamos os jornais, revistas e livros que tantos gostamos nem, provavelmente, estaríamos aqui a publicar em blogues e a trocarmos experiências tão enriquecedoras.

Passo então a apresentar os meus convidados e uma síntese da sua contribuição para a humanidade.

 

 

{#emotions_dlg.online}Decorria o ano de 1447  quando se iniciou a era da impressão moderna,com a invenção da prensa de impressão pelo alemão  Johann Gutenberg . A partir desta altura, seria possível produzir e reproduzir volumes e impressos, como livros e jornais de forma mais rápida, e economicamente mais vantajosa para as gráficas.

Até então, os livros que eram produzidos eram manuscritos e feitos por monges, sendo exemplares únicos pois a sua reprodução era quase impossível e as técnicas da altura não permitiam fazer de outra forma. Gutenberg imprimiu várias obras, mas sua obra mais famosa foi a Bíblia, de 42 linhas, cujo  processo se iniciou em 1450, tendo terminado cinco anos depois, em março de 1455. Uma cópia completa desta Bíblia – que marca o início da produção em massa de livros no Ocidente – possui 1282 páginas, com texto em duas colunas; a maioria era encadernada em dois volumes.

É considerado o inventor da imprensa, invenção essa que mudou completamente o mundo, sendo talvez a maior invenção do homem, depois da roda.


{#emotions_dlg.online}Decorria a década de 60,  quando, numa garajem dos seus pais adoptivos iniciou as suas primeiras pesquisas e experiências na electrónica. De nome Steve Paul Jobs, criou em 1976  a Apple Computer para comercializar um computador pessoal. Como êxito de vendas deste computador, Jobs montou uma equipa da Apple na garagem da sua casa. 
Criou mais tarde o Macintosh outra invenção sua com um estrondoso sucesso.
Revolucionou 6 indústrias: computadores pessoais,filmes de animação, música, telefones, tabletes e apublicação digital.
O Iphone, o iPad foram das suas últimas invenções com um sucesso mundial sem paralelo.

 

 

Ofereci-lhes uma refeição simples, a condizer com a maneira de ser de um e de outro. Eramos 4 à mesa e por isso, a receita que vos passo é para 4 pessoas.

 

 

Salmão Acidulado com Rama de Funcho e Arroz de Grelos

 

 

O que preparei:

  1. 4 postas de salmão;
  2. 1 rama de funcho;
  3. Sumo e raspa da casca de 1  limão;
  4. 2 dentes de alho;
  5. 2 colheres de sopa de manteiga;
  6. 1 chávena de arroz agulha;
  7. 2 chávenas de água;
  8. 1 cebola pequena;
  9. 0,5 dl de azeite;
  10. 1 folha de loureiro;
  11. 1 molho de grelos de nabo.

 

Como preparei:

Temperei o salmão com sal, sumo de ½ limão e a respetiva casca ralada.

Acendi o forno a 180ºC e coloquei as postas de salmão dispostas num tabuleiro e tapadas com papel de alumínio. Deixei assar cerca de 20’.

Entretanto, arranjei os grelos, parti-os em pedaços. Piquei a cebola e levei ao lume juntamente com o azeite e folha de loureiro. Deixei fritar um pouco e juntei os grelos. Deixei suar cerca de 3’ e de seguida juntei o arroz. Deixei fritar, envolvendo bem a gordura do azeite e os grelos no arroz. Juntei a água, deixei começar a ferver e contei 3’. Temperei de sal, mexi e baixei o lume, tapando o tacho. Contei 8’ e desliguei o lume.

Numa taça, coloquei a manteiga, o restante sumo do limão (1/2 limão),os dois dentes de alho ralados e s rama de funcho grosseiramente picada. Levei ao micro-ondas em potência máxima 30’’.

Nos pratos de ir à mesa coloquei o salmão sem pele, e regado com o molho de funcho. Com uma forma fiz cilindros de arroz e coloquei um em cada prato. Servi de seguida.

 

Foi um jantar muito sereno, cativante como não podia deixar de ser na companhia destes dois grandes senhores.

Reterei na minha memória estes momentos quase divinos e agradecer-lhes-ei para sempre o privilégio que me deram de os ter tido sentados à minha mesa.

Espero que tenham gostado.

E é com estas duas mentes brilhantes que participo na 6ª edição do Convidei para Jantar, desafio criado pela Ana   e cujo anfitrião deste mês é  o blog No Reino da Prússia

publicado por Maria às 08:00
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